Justiça absolve mãe de bebê encontrado morto por esganadura em Ubatuba. Padrasto responde por homicídio duplamente qualificado.

Foto do bebê Tyller/Reprodução Instagram

 

 

A Justiça de Ubatuba absolveu sumariamente a mãe do bebê que foi encontrado morto em uma residência no bairro Sertão da Quina, na região sul de Ubatuba, em dezembro do ano passado. A informação é da Rádio Costa Azul.

 

 

A decisão da justiça teria ocorrido na última terça, dia 28. O juiz entendeu que ela, a mãe da criança, era vítima de agressões praticadas pelo companheiro e que ele a impediu de buscar socorro após ela tomar conhecimento do que havia acontecido com o bebê. O processo tramita na 3ª Vara do Foro de Ubatuba.

 

 

O Ministério Público havia denunciado a mulher por abandono de incapaz com resultado em morte. Já o companheiro dela responde à ação penal por homicídio duplamente qualificado. Ele é acusado de matar o bebê por esganadura.

 

 

Segundo a rádio, ao fundamentar a absolvição sumária, o juiz teria concluído que a conduta atribuída à mãe não configurava crime. O juiz também destacou que, conforme a própria denúncia do Ministério Público, no dia dos fatos a mãe teria saído para trabalhar deixando a criança sob os cuidados do denunciado.

 

 

O caso

 

 

Em 20 de dezembro de 2025, policiais militares foram acionados após um pedido de apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atender uma ocorrência de morte suspeita em um imóvel na Rua Arapongas, no Sertão da Quina.

 

No local, o bebê Tyller Kauan da Cruz Carvalho, de 1 ano, foi encontrado sem sinais vitais em um dos quartos da residência, e o óbito foi confirmado por uma médica do Samu.

 

A mãe, de 30 anos e o padrasto, de 41,  foram encaminhados à delegacia. O Ministério Público denunciou inicialmente a mãe e o companheiro por abandono de incapaz com resultado morte, sob suspeita de negligência e ambiente insalubre. Conforme a denúncia do Ministério Público, o padrasto foi acusado de matar o bebê por esganadura, motivo pelo qual ele permanece preso e responde por homicídio duplamente qualificado.

 

A ação penal segue em andamento e, na mesma audiência, o juiz autorizou a produção de novas provas solicitadas pela defesa, entre elas a oitiva do delegado responsável pela investigação da mãe da criança.

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