Tenistas são presos acusados de racismo após derrota nas duplas para o caraguatatubense Igor Marcondes e Eduardo Monteiro, em Santa Catarina Foto: João Pires/Portal OTD
O caraguatatubense Igor Marcondes vai bem no torneio que participa como “convidado” pelos organizadores e tem sido uma boa surpresa: Marcondes derrotou o cabeça d chave nº 1, o boliviano Hugo Dellien, atual 137º do ranking, com as parciais de 6/4 e 6/2.
Com o excepcional resultado, Marcondes avançou para as quartas de final de Itajaí e irá enfrentar nesta sexta-feira(22) o paranaense Thiago Wild. Número 402 do ranking nesta semana, Marcondes já garante recuperação de 41 postos e assim provisoriamente avança para o 361º posto, ainda distante de seu recorde pessoal, que foi o 258º. Em caso de nova vitória, poderá subir mais 10 posições.
Racismo

Os tenistas Cristian Rodriguez, da Colômbia e Luis Martinez, da Venezuela, foram detidos pela Polícia Militar de Santa Catarina após cometerem atos de injúria racial durante o Challenger 75 de Itajaí, disputado no Clube Itamirim, na tarde de ontem, quinta-feira (22). Os dois tenistas, cabeças de chave número 1 na competição de duplas, foram acusados de proferir gestos e palavras discriminatórias contra torcedores e um funcionário do clube após a derrota para os brasileiros Igor Marcondes e Eduardo Ribeiro. As informações são da jornalista Luciana Zerati, do Portal OTD.
O episódio teria ocorrido logo após o fim da partida de duplas — vencida pelos brasileiros por 6-7 (4-7), 7-6 (8-6) e 10-2 — quando, segundo relatos de testemunhas e registros de imprensa, Martínez teria feito um gesto ofensivo imitando um macaco em direção à torcida presente nas arquibancadas. Em seguida, Rodríguez teria chamado um colaborador do clube de “macaco” durante uma discussão à saída da quadra, fato que motivou a denúncia formal por racismo.
Após a denúncia, a Polícia Militar — que já estava presente no local do torneio — deixou o clube e se dirigiu até o hotel onde os dois atletas estavam hospedados em Itajaí. A dupla foi localizada e conduzida à Delegacia de Polícia, sendo formalmente autuada pelo crime de injúria racial, tipificado na Lei 7.716/89, que trata de crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena prevista para esse tipo de delito é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
A organização do Itajaí Open divulgou nota oficial repudiando veementemente quaisquer práticas discriminatórias no esporte e destacou que a ação imediata das autoridades seguiu rigorosamente a legislação brasileira. Em comunicado, os promotores do torneio afirmaram que “o ocorrido durante o jogo de duplas teve ação imediata da Polícia Militar, que estava presente e tomou as devidas providências dentro da legislação brasileira. O Itajaí Open repudia veementemente o racismo ou a discriminação de qualquer natureza”.

