Fábio Ramos, levou um baita susto no sábado(29), após ser atingido no rosto pelo ferrão de um bagre enquanto nadava na Martim de Sá; ele foi levado ao hospital e passa bem.
Por Salim Burihan
Fábio Ramos, de 47 anos, conhecido como “alemão da fotografia”, morador de Caraguatatuba, foi um dos banhistas feridos por “bagres” que poluíram as águas e a areia da praia Martim de Sá, a mais frequentada de Caraguatatuba, no fim de semana que passou. Fábio foi atingido no rosto pelo ferrão de um bagre quando praticava natação. Ele deixou a água e foi socorrido imediatamente ao hospital pelo GBMar(Grupamento de Bombeiros Marítimos) onde ferrão do bagre foi retirado. Fábio passa bem.
O incidente ocorreu com ele no sábado(29). “Entrei na água para nadar, próximo ao Quiosque Canto Bravo” e enquanto nadava, quando furei uma onda, senti algo atingindo meu rosto, achei inicialmente que fosse uma água viva. Deixei a água e quando vi, era o ferrão de um bagre grudado no meu rosto, muito próximo ao pescoço”, contou Fábio.
“Com o bagre no rosto, fui até o posto dos bombeiros na Martim de Sá para ver se o pessoal conseguiria retirar o ferrão. Fui bem atendido, mas não foi possível retirar o ferrão no posto. Fui levado ao hospital, onde o ferrão foi retirado. Deu tudo certo, estou com o rosto um pouco inchado, mas estou bem. Foi uma baita susto, jamais imaginaria ocorrer algo deste tipo”, disse Fábio.

Segundo Fábio, a presença de bagres mortos na areia e no mar da Martim de Sá teria sido causada por embarcações de outras regiões que fazem a pesca de arrasto de camarão. “Como o bagre não tem valor comercial, eles, os pescadores, descartam no mar. Esses peixes são levados pela maré em direção às praias e colocam em risco a vida dos banhistas”, finalizou.
Bagres

A praia Martim de Sá, uma das mais frequentadas de Caraguatatuba, no Litoral Norte Paulista, está recebendo desde sábado(29), uma quantidade muito grande de peixes da espécie “Bagre”. A presença dos peixes mortos na areia e na água aumentou muito no domingo(30). Não se sabe se outras praias da cidade e da região também estão recebendo grande quantidade de peixes mortos.
Na Martim de Sá os peixes da espécie “Bagre”, foram trazidos pela maré, com grande concentração na água e na areia da praia. No sábado e domingo, os guarda-vidas chegaram a recolher os peixes da areia e atuaram ao longo da praia orientando os banhistas sobre os riscos oferecidos pelos “Bagres”. Os incidentes ocorrem principalmente com bagres mortos, cujos ferrões continuam ativos e venenosos por várias horas.

Na Martim de Sá, os bagres mortos, localizados em grande quantidade na areia e na água, possuem em média de 15 a 18 centímetros. Os peixes, aparentemente, estariam mortos há cerca de dois dias e poluíam a água e a areia trazidos pela maré. Segundo o GBMar, os peixes que poluem a praia da Martim de Sá foram descartados por embarcações de pesca elevados até a praia pela força da maré.

Segundo consta, os pequenos bagres não possuem valor comercial e por isso são descartados pelas embarcações de pesca de outras região que atuam na costa do Litoral Norte Paulista. O NP acionou o GBMar(Grupamento de Bombeiros Marítimos) e a prefeitura de Caraguatatuba para saber as causas da mortandade deixeis na Martim de Sá e se outros banhistas ficaram ferido pelos peixes no fim de semana.
2024

Uma grande mortandade de peixes atingiu várias as praias de Caraguatatuba em novembro do ano passado. Na ocasião, banhistas e praticantes de caminhada suspeitaram de que a morte dos peixes ocorresse devido a uma possível contaminação da água do mar. Na época, a prefeitura descartou que a mortandade fosse causada pela poluição da água do mar.
Segundo a prefeitura, os peixes que apareceram nas praias da cidade naquela ocasião tinham sido descartados por embarcações de pesca que atuam na costa do Litoral Norte. A prefeitura chegou a utilizar um trator para recolher a enorme quantidade de peixes da espécie bagre espalhados nas areias das praias do Centro, Indaiá e Aruan.
A Prefeitura de Caraguatatuba, através da Secretaria de Meio Ambiente, Agricltura e Pesca, informou que os peixes encontrados mortos na praia, geralmente pequenos bagres são resultado da pesca de camarões ou outras espécies.
Segundo a prefeitura, durante essa atividade, os peixes podem ficar presos nas redes, e ao puxá-las, muitos morrem com o impacto e são devolvidos ao mar, acabando na areia da praia trazidos pela maré.
A prefeitura afirma ainda que sempre orienta os pescadores a praticar uma pesca com menor impacto, justamente para proteger os ecossistemas aquáticos e reduzir a mortalidade dedos peixes e demais animais marinhos.
Segundo a prefeitura, esse fenômeno não é característico apenas de Caraguatatuba, mas, em geral de todos os municípios litorâneos com atividades pesqueiras próximas à costa. Independentemente disso, a prefeitura informou a Polícia Ambiental sobre o fato.

