Professora Jocely Ramos(PSB) assume vaga de vereador de Ubatuba que perdeu cargo após condenação por crime ambiental

 

 

A professora Jocely Ramos dos Reis Marco, de 53 anos, primeira suplente do PSB, assume nesta quarta-feira (26) a vaga deixada pelo vereador Adão Pereira dos Santos na Câmara Municipal de Ubatuba. Jocely foi convocada para ocupar a vaga deixada pelo vereador Adão Pereira (PSB), após o trânsito em julgado de uma condenação por crime ambiental ocorrido em 2018.

 

 

Adão Pereira, eleito com 1.354 votos, foi afastado do cargo na noite de ontem, terça-feira(25), após o presidente da Câmara, Gady Gonzalez, anunciar o cumprimento da decisão judicial em plenário. A nova vereadora, que é professora da rede municipal, obteve 440 votos. Ela é nascida em Ubatuba e a segunda mulher a compor o atual legislativo municipal.

 

 

 

Segundo a Câmara, a posse será realizada em um procedimento simples, sem cerimônia solene. Jocely afirmou que participará de sua primeira sessão legislativa na próxima terça-feira (2/12) e destacou a importância da presença da comunidade. “Vamos ocupar aquele espaço com respeito, união e representatividade”, disse.

 

 

Adão

 

Um ofício enviado pela Justiça Eleitoral na segunda-feira (24), comunicava a mesa diretora da Câmara de Ubatuba que a condenação de Adão Pereira Dos Santos(Foto) por crime ambiental se tornou definitiva em 29 de setembro. Com a condenação o vereador perdeu seus direitos políticos. O ofício cobrava o afastamento de Adão, pois a Constituição Federal prevê a extinção automática do mandato em casos de perda de direitos políticos

 

 

 

 

Em entrevista concedida à Rádio Costa Azul, o ex-vereador Adão explicou que o processo que culminou com o seu afastamento da Câmara Municipal de Ubatuba começou após uma limpeza realizada em um sítio da família, em 2018, na cidade de São Luiz do Paraitinga. Segundo ele, a área não era sua, mas a autuação acabou registrada em seu nome. Disse ainda que houve um descuido da defesa, que vai pagar a multa e pedir o arquivamento, enquanto aguarda os próximos trâmites da Justiça.

 

 

 

“O que procede é o seguinte: teve uma ação de limpeza do sítio e acabou saindo em meu nome essa autuação florestal, que virou um processo criminal e um ambiental. Fizemos todos os recursos, mas isso aconteceu lá no ano de 2018. O sítio não me pertencia, pertencia à família, mas acabou ficando só no meu nome. Acabou que foi julgado e teve um descuido do advogado da família. Mas, de qualquer forma, estarei despachando com o juiz e recolhendo essa multa. E já pedindo o arquivamento do processo. Vamos esperar o trâmite na decisão para concluir”, afirmou o ex-vereador ao jornalismo da Rádio Costa Azul.

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