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Ativista do Movimento Carga Viva, Não! De São Sebastião, promovem nesta terça-feira, dia 4, às19 horas, a primeira de um série de lives para resgatar e fortalecer a luta pelo fim das exportações de animais vivos pelos portos de São Sebastião e de todo o Brasil.
A Live contará com as participações de George Guimarães: presidente da ONG VEDDAS, esteve nas ações desde o início, fez a primeira filmagem do navio NADA e entrou com a primeira medida judicial para tentar impedir o embarque, coordenando diversas ações em 2018.
Outra convidada é Beatriz Silva: presidente da ONG Bendita Adoção, foi uma das primeiras ativistas a chegar às manifestações no Porto de Santos e, meses depois, esteve à frente da tentativa de resgate do boi Elias, em São Sebastião.
Manifesto

O ambientalista João Carlos Pereira Júnior, argumentou em entrevista ao NP que além da crueldade, a cidade de São Sebastião não é beneficiada pela exportação de animais vivos. Segundo ele, a cidade não lucra com a atividade, mas as empresas faturam 7 mil euros por cada animal exportado pelo porto, conforme informações de representantes da empresa Minerva, uma das maiores exportadoras de carga viva do país.
Em São Sebastião, existe um abaixo assinado com mais de 10 mil assinaturas contra a exportação de cargas vivas pelo porto local. Uma pesquisa da Ipsos encomendada pela Mercy For Animals, contatou que 59% das pessoas entrevistadas afirmaram que, antes da pesquisa, não tinham conhecimento de que os animais explorados no Brasil para consumo eram exportados vivos para abate em outros países.
Além disso, 84% afirmou concordar, totalmente ou em parte, que a exportação de animais vivos para abate deve ser proibida. Segundo a Mercy For Animals, esses dados reforçam duas questões importantes: a conscientização é fundamental para conquistar mudanças significativas pelos animais e, que existe um forte apoio do público para que essa atividade seja proibida no país.
Exportação

O porto sebastianense é um dos poucos no país a realizar a exportação de animais vivos para o exterior. Além do porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, as exportações de animais vivos também são feitas pelos portos de Rio Grande (RS), Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA).
No último dia 27, 20 mil bois foram embarcados no navio S.Aras, no porto de São Sebastião. O porto da cidade exporta anualmente cerca de 200 mil cabeças de gado. Os animais embarcados no porto sebastianense tem como destino à Turquia, que posteriormente, distribui os animais para outros países como Egito, Iraque, Palestina, Argélia, Emirados Árabes, Jordânia, Líbano, Irã e Marrocos.
As entidades ambientalistas contrárias ao embarque de cargas vivas consideram a atividade cruel e estressante para os animais, além de prejudicar a atividade turística no município. Comerciantes, moradores e turistas também reclamam do forte mau cheiro exalado por causa das fezes dos bois que escorrem das carretas para as ruas.
Serviço
Live Carga Viva, Não!
📅 Terça-feira, 4/11
🕖 19h
📍 Ao vivo no perfil @cargaviva.nao

