Na Alesp, secretária estadual de Meio Ambiente alega que Sabesp na última década focou muito na distribuição de água, não olhando tanto para as metas de esgoto.

Natália Resende participou de reunião conjunta das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Infraestrutura; e de Transportes e Comunicações

 

A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, participou ontem, quarta-feira (6), de uma reunião conjunta das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Infraestrutura; e de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. No encontro, a gestora apresentou um balanço do trabalho da Pasta e dos investimentos financeiros realizados nas mais diversas áreas.

Questionada pelos parlamentares, a secretária defendeu as políticas tarifárias adotadas após a desestatização da Sabesp, destacando o programa Tarifa Social Paulista, que propõe a ampliação do acesso ao desconto nas contas de água e esgoto para famílias em vulnerabilidade social. “O ponto principal foi dar subsídio a quem de fato precisa”, afirmou, citando que atualmente são cerca de 1,7 milhão de famílias beneficiadas.

Debate

Durante a reunião, o deputado Emidio de Souza (PT) foi o primeira a questionar sobre um aumento nas tarifas para os consumidores, mencionando que o lucro líquido da Sabesp no primeiro trimestre de 2025 foi 80% superior ao mesmo período do ano anterior.

Em resposta, Natália Resende afirmou que o governo está promovendo consultas públicas para estruturar uma política comercial criteriosa e transparente para os grandes consumidores, como as indústrias. Ela também destacou que em todas as regiões paulistas houve um aumento de pessoas com acesso à água e com tratamento de esgoto após desestatização da empresa. Na Região Metropolitana da Capital, por exemplo, foram cerca de um milhão de pessoas a mais.

“A Sabesp na última década focou muito na distribuição de água, mas a empresa acabou não olhando tanto para as metas de esgoto. O novo contrato tem uma regulação mais robusta nessa questão”, comentou. A gestora destacou também o programa Universaliza SP, que busca tornar o sistema de saneamento básico mais eficiente e fazer com que São Paulo cumpra as metas de universalização estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.

Participação

O encontro que durou mais de cinco horas contou com grande presença dos parlamentares. Também estiveram presentes Luiz Fernando Ferreira, Luiz Cláudio Marcolino, Rômulo Fernandes, Donato, Thainara Faria e Enio Tatto, do PT; Ricardo Madalena, Bruno Zambelli e Dani Alonso, do PL; Mônica Seixas do Movimento Pretas e Guilherme Cortez, do Psol; Ricardo França, Dr. Eduardo Nóbrega e Fábio Faria de Sá, do Podemos; Rafael Saraiva (União); Sebastião Santos (Republicanos), Barros Munhoz e Analice Fernandes, do PSDB; Oseias de Madureira (PSD); e Dirceu Dalben (Cidadania).

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