Por Salim Burihan
A abóbora cabotiá vem sendo cada vez mais utilizada na culinária brasileira. Nutritiva e saborosa, essa abóbora conquista inclusive os chefes dos restaurantes a lá carte. A cabotiá é um vegetal de origem híbrida desenvolvido no Japão por volta da década de 1940. Ela surgiu a partir do cruzamento de duas espécies diferentes: a abóbora moranga (Cucurbita maxima) e a abóbora de pescoço (Cucurbita moschata).
A cabotiá é usada em purês, cremes e sopas, massas(nhoque e ravioli), assada e em pratos como Escondidinho ou Camarão na Moranga. No festival gastronômico Caraguá A Gosto, que acontece em Caraguatatuba, considerado o mais importante do Litoral Norte Paulista, dos 18 restaurantes a lá carte, três incluíram a abóbora cabotiá em seus pratos principais.
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O Gamboa Restaurante Pizza Bar( avenida Dr. Aldino Schiavi, 697, na praia Martim de Sá), a abóbora cabotiá está presente na entrada do prato “Raízes do Mar”: bolinho de peixe com abóbora cabotiá, servida com chutney de abacaxi com hortelã. O prato principal: peixe com pele crocante, polvo grelhado, legumes e raízes assadas e creme verde de ervas. O prato é individual e custa R$ 92,00.
No Restaurante Ostra e Ouriço ( Rua Prudência Baeta, 21, no Pontal Santamarina), a abóbora cabotiá está no prato principal, “Abadejo do Mar do Sertão”: filé de abadejo grelhado, purê de cabotiá, com queijo coalho, farofa de castanhas e arroz branco. A entrada tem tapas de damasco, creme de queijo e castanhas. O prato é individual e custa R$ 95,00.
No Marujo Gastro Bar( Rua Toyo Kamiyama, 270, no Capricórnio) a abóbora cabotiá está também no prato principal, ”O Tesouro do Marujo”: delicato de filé de cambucu recheado com catupiry envolto em uma crocante camada de farinha panko. Acompanha arroz com castanha-do-pará e nhoque de banana da terra ao molho branco servido na abóbora cabotiá, A entrada tem ceviche de peixe branco com manga. O prato serve até três pessoas e custa R$ 240,00.
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A Cabotiá

A abóbora cabotiá (ou cabotiã), também conhecida como abóbora japonesa, é um vegetal de origem híbrida desenvolvido no Japão por volta da década de 1940. Ela surgiu a partir do cruzamento de duas espécies diferentes: a abóbora moranga (Cucurbita maxima) e a abóbora de pescoço (Cucurbita moschata).
A história por trás do seu desenvolvimento e nome envolve fatos interessantes:
A Origem do Nome: A palavra “cabotiá” é uma adaptação brasileira do termo japonês kabocha (que significa literalmente “abóbora”). No século XVI, navegadores portugueses levaram uma abóbora da região do Camboja para o Japão. Os japoneses associaram o vegetal ao país de origem, chamando-o de Camboja squash, o que foneticamente evoluiu para kabocha.
Criação do Híbrido: Séculos depois, os agricultores japoneses cruzaram as espécies para obter um fruto que unisse a consistência firme e seca de uma variedade com o sabor mais adocicado da outra. O resultado mais famoso desse cruzamento é o tipo Tetsukabuto.
Chegada ao Brasil: Ela foi introduzida no país por meio da imigração japonesa. Graças ao clima tropical favorável, a cabotiá se adaptou perfeitamente e hoje é um dos tipos de abóbora mais cultivados e consumidos em território nacional.
Nutritiva
A abóbora cabotiá se destaca por seu valor nutricional: possui Vitamina A e Betacaroteno, essencial para a saúde dos olhos, fortalecimento do sistema imunológico e função antioxidante, sua polpa alaranjada intensa é um indicativo da alta concentração; possuí ainda Vitamina C, poderoso antioxidante, ajuda a proteger o corpo contra doenças e a fortalecer o sistema imune; é rica em fibras que auxiliam no bom funcionamento intestinal, prevenindo a constipação, e promovem a sensação de saciedade, sendo uma aliada no controle de peso. Tem Potássio, que ajuda a regular a pressão arterial e é importante para a saúde cardiovascular e muscular.
