O Tribunal do Júri absolveu, ontem, terça-feira (28), Thiago Alack de Souza Ramos, conhecido como Thiago Bally, ex-vereador eleito de São Sebastião, da acusação de mandar matar Victor Alexandre de Lima, 22 anos, morto a tiros em abril de 2024. Desde o início da acusação feita pelo Ministério Público, a defesa de Thiago Bally negava a participação dele no crime.
Eleito em outubro de 2024, com 1.173 votos pelo PSDB, Thiago Bally teve a prisão preventiva decretada pela justiça, sob a alegação de que teria mandado matar o jovem após receber informações de que a vítima sequestraria sua filha. Thiago ficou foragido por seis meses e não tomou posse no cargo e a Câmara Municipal de São Sebastião declarou a perda do mandato, convocando o suplente para a vaga.
A Câmara Municipal de São Sebastião, por meio de um ato da presidência da casa, publicado em 24 de janeiro de 2025, declarou a extinção do mandato do vereador Thiago Alack de Souza Ramos. A decisão foi fundamentada no artigo 102, inciso IX, do Regimento Interno da Casa de Leis e no artigo 9º, parágrafo 1º, da Lei Orgânica do Município, considerando que o parlamentar não tomou posse dentro do prazo legal, sem apresentação de justificativa aceita pela Câmara.
Diante da vacância do cargo, a Presidência da Casa emitiu outro ato da presidência, também publicado no mesmo dia, que oficializou a convocação do 1º suplente do PSDB, Luiz Carlos de Mello Cardim, que obteve 821 votos nas eleições de outubro do ano passado, para assumir o mandato de vereador. Nas eleições de 2000, Thiago Bally, candidato pelo Avante, obteve 618 votos, ficou com suplente e chegou a assumir por 30 dias para ocupar a vaga do vereador Wagner Teixeira que se licenciou na ocasião.
Thiago Bally foi preso em 16 maio de 2025, em Juquehy, na costa sul de São Sebastião. Durante o julgamento, em São Sebastião, o Conselho de Sentença rejeitou todas as acusações de forma unânime. A defesa afirma que o resultado comprova a inocência do cliente.
