ICMBio Alcatrazes comemora 39 anos da Estação Ecológica Tupinambás com concurso de fotos. Confira como participar:

 

Em comemoração aos 39 anos da Estação Ecológica Tupinambás e aos 10 anos da criação do Refúgio da Vida Silvestre de Alcatrazes, o ICMBio Alcatrazes está promovendo uma visita especial ao arquipélago aos participantes de um concurso de fotografia. Das 15 fotografias finalistas selecionadas,  os fotógrafos das oito fotos mais votadas na enquete serão premiados com uma visita à Alcatrazes.

 

Confira as normas:

 

O concurso é válido para apenas para fotógrafos amadores; com idade acima de 16 anos; ser residente em São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba; e, a fotografia deverá estar relacionada aos temas fauna ou flora.

 

Para participar basta postar uma foto no feed de seu perfil com #anivrsárioalcatrazs2026, no período de 01/07 a 8/07; seguir o perfil de Instagram @icmbioalcatrazes; curtir e compartilhar a publicação do concurso; e, o perfil do participante deve estar público durante o período do concurso para possibilitar a identificação da postagem.

 

Estação Ecológica (Esec) Tupinambás

   

A Estação Ecológica (Esec) Tupinambás uma unidade de conservação composta por áreas marinhas e insulares no litoral norte de São Paulo foi criada pelo Decreto Federal n° 94.656, em 20 de julho de 1987, com objetivo de proteger importantes patrimônios naturais da região. Suas áreas são destinadas à preservação da natureza e à realização de pesquisas científicas.

A Esec possui áreas no arquipélago dos Alcatrazes e no arquipélago da Ilha Anchieta (ilhas de Cabras, Palmas e Ilhote das Palmas). Essa proteção permite condições ideais para abrigo, reprodução, alimentação e crescimento dos organismos marinhos. Alguns desses organismos têm suas larvas e ovos levados pelas correntes, contribuindo para o repovoamento das áreas adjacentes, que são utilizadas pela pesca por exemplo.

A Esec Tupinambás contribui para a conservação de cerca de 120 espécies ameaçadas de extinção como a toninha ( Pontoporia blainvillei) , que é o golfinho mais ameaçado do planeta, e ocorre nas ilhas de Ubatuba. Nas suas áreas qualquer tipo de pesca e degradação ambiental são proibidas.

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Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes

O Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes foi criado em 2 de agosto de 2016. Tem o objetivo de preservar os ambientes naturais únicos do arquipélago dos Alcatrazes, formados pela associação de características geológicas, geomorfológicas e correntes marinhas; a diversidade biológica, incluídas as espécies insulares, endêmicas (exclusivas), ameaçadas de extinção ou migratórias que utilizam a área para alimentação, reprodução e abrigo; e os bens e serviços ambientais prestados pelos ecossistemas marinhos.

O refúgio é composto pelas ilhas do arquipélago dos Alcatrazes (com exceção da ilha da Sapata e daquelas já protegidas pela Esec Tupinambás), além de relevante parte de oceano Atlântico, totalizando uma área de 67.364 hectares, sendo a maior unidade de conservação marinha de proteção integral das regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Na área do Refúgio é proibida a pesca e qualquer tipo de degradação ambiental. A visitação pública será liberada após a elaboração do plano de manejo que está em andamento. O plano de manejo é o documento que cria regras de funcionamento para as unidades de conservação com o objetivo de garantir que as atividades permitidas ocorram com o mínimo de impacto aos ambientes naturais.

A ilha de Alcatrazes abriga uns dos maiores ninhais do país com nidificação de fragatas (Fregata magnificens), atobás (Sula leucogaster) e gaivotões (Larus dominicanus). Nas áreas do Refúgio Alcatrazes e da Esec Tupinambás, no arquipélago dos Alcatrazes já foram registradas 91 espécies de aves, sendo que 37 delas são residentes.

Dessas aves, 12 são consideradas ameaçadas de extinção, sendo seis são residentes, ou seja, dependem de Alcatrazes para procriação. Essas aves possuem diferentes hábitos de vida podendo ser oceânicas, insulares costeiras, migrantes de longo percurso (praieiras), aquáticas costeiras, terrestres e florestais. Dentre as migratórias, 35 têm procedência do Brasil.

Sete das aves oceânicas têm registro para a Antártica. Algumas dessas espécies dependem do ambiente florestal, e são endêmicas (exclusivas) da Mata Atlântica, como o beija-flor-preto ( Florisuga fusca ), o beija-flor-de-bico-curvo ( Polytmus guainumbi ), a maria preta ( Knipolegus nigerrimus ), o tiê-preto ( Tachyphonus coronatus) , o saí-canário ( Thlypopsis sordida ) e o azulão ( Cyanoloxia brissonii ).

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O Refúgio protege espécies endêmicas, que são aquelas que ocorrem exclusivamente nessa ilha de Alcatrazes em todo o planeta. Uma dessas espécies é a jararaca de Alcatrazes ( Bothrops alcatraz ), que se alimenta de pequenos invertebrados. Com essa restrição alimentar a espécie se adaptou ao ambiente ficando com o tamanho corporal reduzido.

Outra espécie que se adaptou à ausência de água doce na ilha foi a perereca de Alcatrazes ( Scinax alcatraz ), que vive e se reproduz na água da chuva que fica armazenada em bromélia. A rã de Alcatrazes ( Cycloramphus faustoi ) é outra espécie endêmica da ilha de Alcatrazes, extremamente ameaçada de extinção por ter ocorrência restrita à parte de um ambiente insular pequeno onde qualquer alteração ambiental pode significar sua extinção.

A vegetação do arquipélago dos Alcatrazes é caracterizada por áreas de mata atlântica e campos rupestres. A ilha de Alcatrazes tem como espécies endêmicas um antúrio ( Anthurium alcatrazensis ) e uma begônia ( Begonia venosa ). No estado de São Paulo, as plantas Croton compressus Manettia fimbriata foram coletados apenas na ilha de Alcatrazes.

A rainha do abismo ( Sinningia insularis ) é endêmica da ilha de Alcatrazes e do morro do Recife, em São Sebastião. Uma espécie de begônia da ilha ( Begonia larorum ) foi encontrada uma única vez em 1923, sendo atualmente considerada extinta.

Alcatrazes também é o principal local de abrigo, alimentação e descanso de tartarugas marinhas da costa de São Paulo. Em suas águas também são encontradas cerca de 260 espécies de peixes, que são maiores e formam grandes cardumes no arquipélago, sendo considerada a região de fauna recifal mais conservada das regiões Sudeste e Sul do Brasil.

Na região há a presença marcante de baleias e golfinhos; ao todo são 13 espécies registradas nas áreas da Esec Tupinambás e Refúgio de Alcatrazes. Dessas espécies vale destacar a baleia de Bryde ( Balaenoptera edeni ), única espécie de baleia residente no litoral paulista; o golfinho pintado do atlântico ( Stenella frontalis ), espécie comum em mar aberto e registrada principalmente em Alcatrazes em grandes grupos.

Além de exuberante beleza e expressiva biodiversidade, o arquipélago dos Alcatrazes faz parte do patrimônio arqueológico, histórico e cultural da região. Foi citado nos relatos históricos logo após a colonização do Brasil. No local, foram encontradas cerâmicas que indicam o uso da ilha pelos povos que viviam na região antes do descobrimento do Brasil.

O paredão granítico de 316 metros de altura no meio do oceano impressiona os navegantes por sua beleza e suas águas com boa visibilidade e grande quantidade de vida marinha fazem um convite ao mergulho contemplativo.

No Refúgio, são permitidas atividades de pesquisa científica, visitas com objetivo educacional, voluntariado, mergulho e passeios náuticos previamente autorizados pelo ICMBio. Informações e agendamentos pelo telefone (12) 3892 4427 ou pelo e-mail esec.tupinambas.sp@icmbio.gov.br .

Serviço:

A sede administrativa da Estação Ecológica Tupinambás e do Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes está localizada na Avenida Manoel Hipólito do Rego, 1907, na praia do Arrastão, em São Sebastião/SP – Cep 11600-000. Contatos: (12) 3892-4427, (61) 3103-6922. Email: esec.tupinambas.sp@icmbio.gov.br. Visite também o site do ICMBio no www.icmbio.gov.br .

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