Um Gavião-carijó (Rupornis magnirostris) foi solto na natureza após passar sete meses em reabilitação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Univap, em São José dos Campos. A soltura da ave ocorreu no último dia 7.
A ave foi encontrada às margens da Rodovia dos Tamoios em situação de risco no dia 05 de dezembro de 2025. E como é de praxe, foi resgatada e encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Univap, que tem uma parceria cm a Concessionária Tamoios.
O centro foi inaugurado em 1999 e desde agosto de 2017, teve sua categoria trocada para Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), por ter como objetivos: realizar o recebimento, tratamento, manutenção, reabilitação comportamental e destinação de animais silvestres. Atualmente o CRAS recebe animais exclusivos da fauna nativa brasileira e que estejam feridos ou sejam filhotes órfãos.
A parceria entre a Concessionária Tamoios e a UNIVAP – Universidade do Vale do Paraíba, existe desde 2015, tendo como objetivo a destinação de animais silvestres resgatados na área da concessão (rodovia) e nas obras sob responsabilidade da Concessionária Tamoios. Os animais silvestres que são recolhidos na faixa de domínio da Rodovia dos Tamoios (SP-099) ou durante as obras são encaminhados ao CRAS – Centro de Reabilitação e Animais Silvestres, onde eles são tratados, reabilitados e, quando possível, reincorporados ao seu habitat natural.
O gavião-carijó (Rupornis magnirostris) é a ave rapina mais comum e abundante do Brasil. Pertencente à família Accipitridae, esse predador de médio porte é famoso por sua incrível adaptabilidade, habitando desde campos e bordas de matas até o coração de grandes centros urbanos.
A ave, em média, mede aproximadamente 41 centímetros de comprimento e pesa entre 206g e 290g (machos), enquanto as fêmeas são maiores, variando de 257g a 350g. Ela se alimenta de grandes insetos, lagartos, cobras, pequenos roedores, morcegos e outras aves menores. Tem o hábito de passar longos períodos empoleirado em postes, fios elétricos, galhos isolados ou cercas, observando o solo à procura de presas.
Segundo os técnicos do CRAS) da Univap, após os setes meses de cuidados, o gavião apresentou condições clínicas e comportamentais adequadas para retornar ao seu habitat natural. A soltura foi autorizada pelos órgãos ambientais do estado de São Paulo. Participaram da soltura Juan Sambudio de Paula – biólogo e técnico responsável do CRAS, Danilo Leme – Especialista em Meio Ambiente Tamoios e Evelin Sara – Auxiliar de Meio Ambiente Tamoios.
