A importância da preservação e recuperação da vegetação de praias, conhecida como jundu, será tema de uma palestra educativa aberta ao público em Caraguatatuba. O encontro será realizado no dia 25 de maio, às 19h, no auditório do Centro Universitário Módulo, localizado na Rua Maria D’Assunção Carvalho, nº 1.000, no bairro Jardim Itamar.
A atividade é gratuita e não exige inscrição prévia. O auditório possui capacidade para até 200 pessoas, e a proposta é ampliar o diálogo com a população sobre a preservação ambiental e a importância dos ecossistemas costeiros para o equilíbrio ambiental do município.
A palestra “Recuperação da Vegetação de Praias (Jundu)” será ministrada pelo secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Caraguatatuba, Auracy Mansano Filho, e pela bióloga Priscila de Moura Giudice Barsotti.
Durante o encontro, serão apresentados o Programa de Recuperação da Vegetação de Praias (Jundu) – Fase 1 (Praia do Indaiá e Palmeiras) e os resultados do projeto até o momento.
Ao final da apresentação, haverá espaço para perguntas, respostas e troca de experiências com o público, promovendo um momento de interação e discussão sobre práticas de preservação ambiental e conservação do litoral.
A iniciativa reforça as ações de educação ambiental desenvolvidas em Caraguatatuba e busca incentivar a participação da comunidade na proteção dos ecossistemas naturais do município.
Jundu

O jundu — também conhecido como vegetação de restinga — é um ecossistema nativo de extrema importância para a proteção costeira. A vegetação atua como barreira natural contra a erosão, abriga diversas espécies da fauna, mantém o equilíbrio ecológico e contribui para a preservação das praias a longo prazo.
A presença do jundu, uma vegetação nativa, tipicamente litorânea, que possui de 30 centímetros a 1,50 metros de altura e integra a mata de restinga, ganha cada vez mais espaço e importância na preservação das praias do Litoral Norte Paulista.
Remover ou desmatar jundu é crime. Em 2024, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou dez pessoas que removeram três mil metros quadrados de uma área de proteção permanente de restinga, sem licenciamento ambiental nem autorização dos órgãos competentes, na Praia Vermelha do Norte, em Ubatuba. Os denunciados devem recuperar a mata e ressarcir os danos ambientais, em valores a serem definidos pela Justiça Federal.
Associações amigos de bairros e praias, entidades ambientalistas, comerciantes a beira mar, caiçaras que atuam na manutenção de jardins nas praias, algumas prefeituras e até mesmo gente famosa, como o bicampeão mundial de surfe, Filipe Toledo aderiram à luta pela preservação do jundu.
A planta, importante para proteger as praias, ou seja o continente, contra os avanços da maré, impedindo as erosões, também, é importante para a sobrevida das aves migratórias que chegam às praias, que serve de alimento e abrigo para repteis e insetos, é usada até mesmo como remédio.
Hoje, a planta é protegida e preservada, mas nem sempre foi assim. No passado, até as prefeituras, por falta de conscientização, fazia a retirada a vegetação, “para embelezar” a praia e ainda jogava veneno para impedir o seu crescimento na areia.
Isso ocorria, por exemplo, na praia do Capricórnio, na região norte de Caraguatatuba. A atuação de ambientalistas, associação de moradores e de caiçaras que fazem a limpeza da orla foi importante para recuperar e preservar o jundu. Hoje, a vegetação tá firme e forte na praia.
