Ubatuba: Morcegos encontrados no Taquaral e Ilha Anchieta testaram positivo para o vírus da raiva

 

Dois morcegos encontrados em Ubatuba testaram positivo para o vírus da raiva, segundo a prefeitura. Os animais foram recolhidos em abril, no bairro do Taquaral e outro na Ilha Anchieta, mas os resultados só foram confirmados em outubro. De acordo com a prefeitura, os exemplares se alimentam exclusivamente de insetos e os registros não caracterizam um surto da doença. A informação é da Rádio Costa Azul.
A orientação da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) é que a população não toque nem tente capturar morcegos, mesmo quando estiverem mortos. Animais caídos no chão, encontrados durante o dia ou dentro de imóveis devem ser comunicados à equipe responsável.
A raiva é uma doença viral grave que pode atingir seres humanos e outros mamíferos. A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com feridas e mucosas. Em caso de exposição, a recomendação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar atendimento médico.
Segundo a prefeitura, não há recomendação para eliminar morcegos, que desempenham funções importantes no equilíbrio ambiental. Moradores devem afastar crianças e animais domésticos e aguardar a equipe especializada para o recolhimento. A vacinação de cães e gatos também é uma medida de prevenção. A UVZ oferece imunização antirrábica gratuita para animais domésticos mediante agendamento.
Para comunicar a presença de morcegos em situações incomuns, a população pode entrar em contato com a Vigilância em Saúde pelo telefone (12) 3832-6810. Para agendar a vacinação de cães e gatos, o número informado é (12) 3834-2323.
Morte
Em março de 2018, um turista, de 24 anos, da cidade de Colombo, no Paraná, morreu de raiva humana após ser mordido por um morcego na mão durante as férias em Ubatuba. Ele passava as férias na casa do sogro no bairro da Casanga e contraiu a doença em um acidente com morcego ocorrido no dia 3 de janeiro. Na ocasião, a prefeitura informou que o turista não buscou atendimento médico em Ubatuba. Somente ao retornar ao Paraná, no dia 15 de janeiro, iniciou o esquema de vacinação, porém não terminou o tratamento. Em 19 de fevereiro, foi internado com quadro clínico sugestivo de raiva humana indo a óbito no dia 9 de março.
A raiva é uma doença infecciosa viral aguda que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite (inflamação e infecção do cérebro) progressiva e aguda que leva à morte em praticamente 100% dos casos.

Orientações

 

No caso de agressão ou contato por parte de algum animal potencialmente transmissor da raiva, o Ministério da Saúde recomenda:

  • Lavar abundantemente com água e sabão e aplicar produto antisséptico.
  • Procurar assistência médica o mais rápido possível, para que o médico possa avaliar o caso e prescreva, conforme o esquema de profilaxia da raiva humana, a melhor conduta a ser adotada, recomendando, se for o caso, a aplicação de vacina e/ou vacina e soro ou somente a observação do animal.
  • Fornecer informações ao serviço de saúde quanto ao animal: se tem dono, endereço.
  • Nas agressões por cães e gatos, quando possível, manter o animal em observação por 10 dias para ver se ele manifesta doença ou morre. Caso o animal adoeça, desapareça ou morra nesse período, informar o serviço de saúde imediatamente.
  • NUNCA interromper o esquema profilático indicado sem prévia avaliação médica.

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