Governo de SP lança Operação El Niño e apresenta estratégia de resiliência climática

 

O Governo de São Paulo anuncia nesta quinta-feira (15), no Palácio dos Bandeirantes, um conjunto de medidas para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

 

São 181 iniciativas integradas que fazem parte do Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC), desenvolvido desde 2023 por meio de uma ação integrada baseada em planejamento, inovação e infraestrutura.

A estratégia de adaptação climática do Estado reúne R$ 29 bilhões em investimentos até 2029 para ampliar a segurança hídrica, prevenir enchentes e fortalecer a infraestrutura.

Outro reforço apresentado é a São Paulo Sempre Alerta – Operação El Niño 2026/2027, que substitui a tradicional Operação Chuvas, a criação de um Gabinete Especial para coordenar as ações, além do estabelecimento de níveis de alerta para os municípios e a emissão de boletins diários para orientar a atuação do poder público diante dos riscos de tempestades e ondas de calor.

Acompanhe abaixo todos os anúncios do Governo de São Paulo sobre o tema.

Gabinete especial

O Gabinete Especial da Operação El Niño reunirá representantes do Governo, concessionárias de água, energia e gás, polícias e Bombeiros. Com base no monitoramento diário, as regiões do estado serão classificadas em quatro níveis operacionais: verde (observação), amarelo (atenção), laranja (alerta) e vermelho (emergência), conforme a gravidade do cenário e a necessidade de preparação, mobilização e resposta integrada.

Monitoramento das chuvas

Para reforçar a prevenção, a São Paulo Sempre Alerta – Operação El Niño 2026/2027 começa em outubro. A iniciativa reestrutura, antecipa e amplia a antiga Operação Chuvas: o monitoramento deixa de ser sazonal e passa a funcionar até o final de 2027, inicialmente, mapeando e respondendo permanentemente a eventos extremos como temporais, ondas de calor, estiagens e incêndios florestais.

São Paulo Sempre Alerta

Outro reforço apresentado é a São Paulo Sempre Alerta – Operação El Niño 2026/2027, que substitui a tradicional Operação Chuvas, a criação de um Gabinete Especial para coordenar as ações, além do estabelecimento de níveis de alerta para os municípios e a emissão de boletins diários para orientar a atuação do poder público diante dos riscos de tempestades e ondas de calor.

“São Paulo é o primeiro estado a estruturar uma lista com 45 medicamentos fundamentais que podem ser enviados prontamente aos municípios em situações de emergência, como desabastecimentos causados por surtos de hepatites ou doenças diarreicas”, explica Regiane de Paula sobre o Plano de Contingência na área da Saúde.

“Pela primeira vez, o plano de regionalização permite que cada território identifique exatamente o que precisa ser feito em sua região. Com isso, conseguimos atuar de forma direcionada, entendendo que um local pode enfrentar problemas relacionados às chuvas, enquanto outro lida com queimadas e incêndios”, explica Regiane de Paula.

“Em 2023, criamos a sala de situação e monitoramento de desastres naturais tecnológicos. Em 2025, percebemos que as ações de vigilância em saúde e assistência devem caminhar juntas para levar saúde ao cidadão. Agora, em 2026, entendemos a importância de compreender as particularidades dos territórios para definir com precisão o que realmente precisa ser feito”, afirma Regiane de Paula, coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Assistência farmacêutica

O planejamento também prevê apoio aos municípios atingidos por desastres naturais, com a disponibilização de 45 itens da assistência farmacêutica, além de soros e vacinas, conforme as necessidades identificadas.

Prevenção a doenças

A estratégia contempla a articulação entre vigilância epidemiológica, assistência à saúde e assistência farmacêutica para preparar os serviços diante de eventos climáticos extremos. Entre as preocupações estão as doenças transmitidas por vetores, como dengue, chikungunya, Zika e febre amarela, além de doenças relacionadas à contaminação da água, como leptospirose, hepatite A e doenças diarreicas agudas.

Ações na Saúde

As medidas anunciadas pelo Governo de São Paulo trazem também ações para preparar o setor da Saúde para a chegada do El Niño. Em agosto, a pasta elaborou o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño 2026–2027, em conjunto com os 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS) e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP). Como desdobramento, serão elaborados planos regionais de contingência, com a participação dos municípios, considerando os riscos e as vulnerabilidades de cada território.

“A Grande São Paulo terá nos próximos anos 6 mil litros de disponibilidade hídrica a mais, por meio de interligações, ampliação de tratamento de água, novos reservatórios, como os 440 que serão feitos no interior, os 23 que estão sendo ampliados para 29 na Baixada Santista, uma região cujo último investimento em resiliência hídrica data de 1989”, explica Natália Resende.

“Já retiramos, desde 2023, 6,8 milhões de metros cúbicos de detritos dos rios Tietê e do Pinheiros. São 483 mil caminhões que, enfileirados, vão daqui até a Argentina. Isso é muito importante para mitigar as enchentes, limpar os rios e escoar as águas. Fizemos isso em mais de 500 cursos de água, em 147 municípios”, completa a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

“Depois de muito diálogo com mais de 50 órgãos, traçamos 181 medidas. Nosso foco é a prevenção. Trabalhamos muito na prevenção e, para isso, precisamos destacar os investimentos recordes do Governo de São Paulo desde 2023. Um pacote que hoje chega a R$ 29 bilhões, com iniciativas em execução e já entregues, como os reservatórios de detenção, como o Jaboticabal, maior da América Latina”, completa a secretária Natália.

Estratégia

“É importante ressaltar que desde 2023 o Estado de SP traçou um plano de ação de estratégia climática com um horizonte até 2050. O PEARC foi lançado no ano passado com 46 ações e 101 subações. É importante a gente falar dos eixos segurança alimentar, saúde, segurança hídrica, biodiversidade, zona costeira, infraestrutura e justiça climática de uma forma transversal. Isso tudo abarca as políticas setoriais desenvolvidas e realizadas”, diz Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

Prevenção das enchentes

A estratégia de adaptação climática do Estado reúne R$ 29 bilhões em investimentos até 2029 para ampliar a segurança hídrica, prevenir enchentes e fortalecer a infraestrutura. Na prevenção contra enchentes, por exemplo, são mais de R$ 1 bilhão da SP Águas em piscinões e reservatórios, além de R$ 1,7 bilhão no desassoreamento de rios e córregos por meio dos programas IntegraTietê e Rios Vivos.

Plano de resiliência

A mobilização para prevenir riscos e preparar os municípios faz parte do Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC), lançado pela Semil em 2025 para estabelecer novas diretrizes, organizar e coordenar as ações de adaptação e resiliência climática. Essas iniciativas já vinham sendo desenvolvidas continuamente desde 2023 e ganham ainda mais relevância diante da chegada do El Niño.

 

Conjunto de medidas

Os investimentos têm como foco a resiliência hídrica, a redução das perdas de água, o monitoramento do clima, o desassoreamento de rios, o combate a enchentes e estiagens, o reassentamento de famílias que vivem em áreas de risco, além de ações de Vigilância Epidemiológica.

Ação integrada

O conjunto de medidas para enfrentar os impactos das mudanças climáticas é fruto de uma ação integrada baseada em planejamento, inovação e infraestrutura, desenvolvida de forma contínua desde 2023. A estratégia reúne 181 iniciativas integradas do Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC), com investimentos de R$ 29 bilhões.

Anúncio reúne secretarias

As medidas serão apresentadas durante reunião no Palácio dos Bandeirantes com a participação do governador Tarcísio de Freitas, das secretarias de Estado, órgãos vinculados e instituições que integram o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (SIEPDEC).

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