O futuro da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA) em Caraguatatuba e o impacto direto no bolso do cidadão foram temas centrais de uma reunião estratégica realizada na última quarta-feira (13), entre a vereadora Cássia do PT e o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Eduardo Lara.

Segundo o Sindipetro-LP, dados técnicos de monitoramento da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba, confirmam que após a última parada de manutenção, a produção da unidade estabilizou em apenas 6 milhões de m³/dia. O volume representa quase a metade do registrado no ano passado e está drasticamente abaixo da capacidade nominal da planta, que é de 20 milhões de m³/dia.
A pauta urgente é a nova regulação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a qualidade do gás, que expôs anos de falta de investimentos e agora ameaça a continuidade operacional da unidade e também a arrecadação municipal.
Para o Sindicato, a classificação do gás como “não-conforme” pela ANP (devido ao baixo teor de metano) é reflexo direto de uma escolha política da companhia em adiar investimentos estruturais. “O esvaziamento da planta também é uma escolha institucional. A UTGCA foi deixada de lado frente à nova realidade do pré-sal, enquanto outras rotas de escoamento foram priorizadas. O resultado é uma unidade operando de forma obsoleta”, denuncia Eduardo Lara.
O diretor ainda afirma que o Sindicado defende a implementação imediata de um plano de revitalização tecnológica da UTGCA. “A defesa da UTGCA não representa apenas a preservação de uma unidade operacional. Trata-se da manutenção de empregos, da segurança operacional, da soberania energética nacional e da capacidade estratégica da Petrobrás enquanto empresa pública integrada”, destaca.
Dados técnicos de monitoramento confirmam a gravidade da situação: após a última parada de manutenção, a produção estabilizou em apenas 6 milhões de m³/dia. O volume representa quase a metade do registrado no ano passado e está drasticamente abaixo da capacidade nominal da planta, que é de 20 milhões de m³/dia.
Segundo Cássia, essa queda produtiva atinge diretamente a população. Apenas no início de 2026, Caraguatatuba já registra uma perda superior a R$ 20 milhões em royalties. A vereadora que segue apoiando o Sindicato, acredita que esta luta também é da cidade: “Os royalties financiam saúde, educação e infraestrutura. Não podemos aceitar que a cidade seja penalizada por um desinvestimento que torna nossa unidade obsoleta”, pontuou.
O Sindipetro-LP e a vereadora seguem em articulação conjunta para cobrar que a Petrobrás apresente, no prazo de três meses exigido pela ANP, um cronograma real de obras que recoloque a UTGCA na vanguarda da produção nacional, a fim de garantir o processamento do gás do pré-sal e a estabilidade econômica do Litoral Norte.
