Peritos estiveram na casa depredada e através de vídeos postados nas redes sociais, três motoboys já foram identificados.
A polícia civil de Caraguatatuba instaurou nesta segunda-feira, dia 7, um inquérito para apurar a confusão envolvendo um morador do Pontal Santa Marina e um motoboy que resultou num quebra-quebra e danos a uma residência na última sexta-feira, dia 4.
O motoboy fez uma entrega de refeição, mas havia esquecido a máquina de cartão, quando retornou à residência para receber o pagamento, teria havido um desentendimento com o entregador sendo agredido pelo morador e seu filho. Ele filmou a agressão e postou no grupo dos motoboys da cidade. Um grupo de motoboys, revoltado com a suposta agressão, por volta da meia noite, depredou a residência do morador.
Existem duas versões sobre o ocorrido. O dono da residência Marcio Sendas foi ouvido na delegacia e alegou que, após fazer um pedido através de refeição por delivery, o motoboy chegou buzinando bastante e ele pediu para o entregador parar de buzinar pois tem um filho especial.
Segundo afirmou Sendas, o motoboy teria ficado agressivo, mas que em nenhum momento ele e o filho agrediram o entregador. Ele alegou que houve apenas um mal entendido. Um vídeo postado nas redes sociais mostra o motoboy caído no chão e sendo agredido.
Sendas alegou ainda que, por volta da meia noite, dezenas de motoboys foram até a sua casa promovendo atos de vandalismo e que, na confusão, três bicicletas que estavam na casa teriam sido furtadas.
O motoboy Murilo Borges, declarou que quando retornou a residência do morador com a maquininha para cobrar a entrega, buzinou e, em seguida, Márcio e o filho saíram bastante nervosos e o agrediram. O motoboy negou ter convocado os colegas da categoria para retaliação. Ele negou também ter participado do vandalismo na residência.
Num vídeo postado nesta segunda-feira, dia 7, Murilo afirmou que apenas publicou o vídeo das agressões sofridas no grupo dos motoboys e as imagens viralizaram. “Não sabia que ia repercutir. Eu sou a vítima. Só peço que a Justiça seja justa, que seja imparcial. Já vimos motoboys sendo injustiçados. A gente sai para trabalhar embaixo de sol, de chuva, enfrentando perigos, e ainda é tratado como se não fosse gente.”, finalizou.
