Polícia usa drones, rastreamento de celulares e dados do Coaf para identificar grupo que lidera o tráfico de drogas em Caraguatatuba

Drone investigou J.P.S., preso em uma cobertura no bairro do Indaiá(Foto). Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou  rendimentos incompatíveis nos comércios dos investigados

 

A polícia civil e o Ministério Público da cidade de Caraguatatuba estão usando a moderna tecnologia e o apoio do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), um órgão do governo brasileiro que monitora e analisa operações financeiras suspeitas, para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e a organização criminosa no município.

Na Operação “Caraguá Sombrio”, realizada ontem, quarta, dia 26, que investiga cinco pessoas: J.P.S., de 36 anos; A.K.I., de 39 anos; L.M.P., de 28 anos; W.E.S., de 27 anos; e, S.R.P.J., de 37 anos, foram utilizados drones e rastreamento dos aparelhos celulares dos envolvidos, com a autorização da justiça. O sexto envolvido, J.F.B, já estava preso por homicídio.

Prisão de J.P.S. em cobertura de prédio de luxo no Indaiá

Foi graças ao uso de drones, que a polícia civil conseguiu investigar, localizar e prender J.P.S., condenado por tráfico de drogas em Jacareí, no Vale do Paraíba, que vivia em Caraguatatuba. O uso de drones, também, permitiu acompanhar a movimentação dos cinco suspeitos, que segundo a polícia civil, seriam responsáveis pelo tráfico de drogas na região sul de Caraguatatuba.

O acesso autorizado pela justiça aos dados armazenados em aparelhos celulares e computadores e notebooks dos investigados e a quebra do sigilo de dados telemáticos armazenados em “nuvem”, perante a Google e Apple, possibilitou à polícia civil e ao Ministério Público, entender qual era a ligação entre as pessoas investigadas:  quem cuidava do tráfico de drogas e quem fazia a lavagem do dinheiro arrecadado com as drogas e com as máquinas caça-níqueis.

As autoridades, com a autorização da justiça,  estão tendo acesso as mensagens e conversas feitas através do e-mail, WhatsApp, telegrama, YouTube e de aplicativos usados pelo grupo, bem como, as imagens gravadas nos aparelhos. Algumas imagens obtidas nos aparelhos apreendidos até agora pela polícia civil e Ministério Público (Foto ao lado), mostram alguns dos envolvidos ostentando o dinheiro ganho com o tráfico de drogas.

O apoio do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) tem sido fundamental para checar a origem e o destino do dinheiro arrecadado com as drogas comercializadas na região sul de Caraguatatuba. Todos os  investigados possuem atividade comercial na cidade, entre eles, bar, padaria, mercado, adega, oficina e lava rápido.

Um dos investigados, dono de uma adega, chegou a movimentar R$ 1.059.915,65, movimentação financeira incompatível com a renda informada, de R$ 23.764,59 mensais. Um dos envolvidos chegou a depositar altas somas em uma conta no nome de um filho menor de idade para lavar o dinheiro do tráfico.

O MP solicitou o bloqueio de bens e valores dos envolvidos. Apenas J.P.S., foi preso na operação de quarta-feira(26). As investigações sobre os cinco envolvidos que, segundo a polícia civil, lideram o tráfico de drogas na região sul de Caraguatatuba e no litoral norte, foram iniciadas em 2024.

 

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