Praia da Cocanha, em Caraguatatuba, sedia de 13 a 15 de novembro o 16º Festival do Mexilhão.

 

De 13 a 15 de novembro, na Praia da Cocanha, na região norte de Caraguatatuba, acontecerá o 16º Festival do Mexilhão de Caraguatatuba. O evento, um dos principais da gastronomia caiçara será realizado no Rancho da Associação dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha (MAPEC), localizado na avenida João Gonçalves Santana, s/nº. A entrada será gratuita.

 

O festival é um dos mais importantes da cultura caiçara, reunindo pratos típicos à base de mexilhão e de outras iguarias regionais, e curtir uma programação repleta de atrações incríveis, com música, cultura e muita animação. Os mariscos utilizados no festival são cultivados pela Associação dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha (MAPEC).

 

No Festival do Mexilhão, moradores, veranistas e turistas poderão se deliciar com pratos típicos deliciosos preparados com o mexilhão fresco colhido diretamente da fazenda marinha, como o famoso marisco lambe-lambe, (preparado na concha com arroz), bolinho de mexilhão, pastel, bobó, risoto e paella.

 

 

O Mexilhão, também, conhecido como Marisco, é um molusco bivalve amplamente consumido em todo o mundo, rico em proteínas, minerais e vitaminas do complexo B. O molusco apresenta ácidos graxos ômega-3 e minerais como zinco, ferro e selênio. O consumo regular de Mexilhão pode trazer benefícios para a saúde, como melhora na saúde cardiovascular, manutenção da saúde óssea e prevenção de anemia devido à sua alta concentração de ferro.

 

Fazenda

 

 

A  MAPEC mantém na Cocanha uma Fazenda Marinha, onde é produzido é de cerca de 160 toneladas de mexilhões por ano. Essa produção faz com que ela seja considerada a maior fazenda de mexilhões do Estado de São Paulo. O cultivo é realizado em mar aberto e abrange uma área marinha de aproximadamente 40 mil metros quadrados.

O cultivo teve início em 1984 por meio do Projeto Martim Pescador. Tratou-se de uma cooperação essencial entre a Colônia de Pescadores Z-8 Benjamin Constant e a ONU, representada pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), com o posterior apoio da Secretaria de Meio Ambiente do Estado.

 

No cultivo, o mexilhão leva em média de 7 a 12 meses para atingir o ponto ideal e o tamanho comercial para consumo. Esse tempo varia de acordo com as condições da água (como temperatura e oferta de alimento) e a espécie cultivada. No Brasil, a espécie predominante é o mexilhão Perna perna. 

 

Além de movimentar a economia e a gastronomia local com a maricultura sustentável, o espaço serve como um polo de Turismo de Base Comunitária (TBC). Os visitantes podem agendar passeios de barco operados pela associação local (AMAPEC) para acompanhar de perto o processo tradicional de cultivo e conhecer a cultura caiçara da região.  A AMAPEC(Associação dos Maricultores e Pescadores da Cocanha) foi criada em 2.000.

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