Instituto de Oceanografia da USP apresenta em Caraguatatuba estudos sobre os impactos provocados pela erosão marinha

Praia Martim de Sá(Foto) já perdeu cerca de 80 metros de sua faixa de areia devido a avanço do mar

 

Representantes da Prefeitura de Caraguatatuba, do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP) e da Associação Caraguatás Ambiental (ACA) se reuniram na última quinta-feira (8/10), no Gabinete do Prefeito, Mateus Silva, para a apresentação de um estudo sobre os impactos provocados pela erosão marinha, ocupação desordenada e mudanças climáticas na dinâmica costeira do município.

#PraTodoVerem: Em pé da esquerda para direita: secretária adjunta de Urbanismo, Valéria Cardozo; secretário adjunto de Serviços Públicos, Wilber Cardozo; secretário de Meio Ambiente, Auracy Mansano; prefeito Mateus Silva; diretor do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Siegle; e o vice-presidente da Associação Caraguatás Ambiental (ACA), Roque Alves Pereira (Foto: Luis Gava/PMC)

Diante dessas circunstâncias, as prefeituras das cidades litorâneas devem planejar políticas públicas de infraestrutura urbana aliada ao desenvolvimento sustentável e à preservação da geomorfologia costeira.  Os participantes da reunião também constataram as mudanças na paisagem de praias de Caraguatatuba trazidas pelo avanço das marés nos últimos 20 anos.

Para propor saídas para o aumento da pressão da urbanização e conciliar a crescente necessidade de preservação dos ecossistemas costeiros, o Instituto de Oceanografia da USP está fomentando a criação do Centro para Soluções Costeiras com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio do programa Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID).

O diretor do Instituto de Oceanografia das USP e especialista em Dinâmica Costeira, Eduardo Siegle, disse que o maior objetivo da iniciativa é transferir conhecimento científico, buscando soluções baseadas na natureza para resolver problemas costeiros. “São impactos de diversas naturezas como erosão costeira, poluição, entre outras questões. A proposta é induzir a reconstrução do ambiente naturalmente. A gente tem o apoio de várias instituições e universidades, mas contamos com o apoio dos municípios que serão os usuários finais dos trabalhos desenvolvidos pelo Centro para Soluções Costeiras”, reconhece.

#PraTodoVerem: Representantes da Prefeitura de Caraguatatuba, Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP) e Associação Caraguatás Ambiental (ACA) assistem apresentação de um estudo sobre os impactos provocados pela erosão marinha, ocupação desordenada e mudanças climáticas na dinâmica costeira do município (Fotos: Luis Gava/PMC)

De acordo com o vice-presidente da Associação Caraguatás Ambiental (ACA) e membro do Conselho Consultivo do Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba, Roque Alves Pereira, o Centro para Soluções Costeiras funcionará como polo difusor de pesquisa sobre geomorfologia litorânea. “Um dos objetivos do Instituto Oceanográfico da USP é disponibilizar para os gestores públicos, o conhecimento que já existe, produzido pela academia e pelas universidades, além de fazer com que os gestores dos nos municípios costeiros tenham acesso a todos esses estudos realizados sobre linha de costa e dinâmica de marés”, adiantou

Para o prefeito Mateus Silva, iniciativas sustentáveis como essa do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo sempre terão o apoio da Prefeitura de Caraguatatuba. “O Centro para Soluções Costeiras será muito bem-vindo para realizar suas atividades de pesquisa e monitoramento costeiro de nossas praias. Somos a cidade do litoral brasileiro, perto de um grande centro, com o maior número de áreas disponíveis para o desenvolvimento sustentável e saudável. Precisamos capitanear esses tipos de avanços para projetar a Caraguatatuba que queremos nos próximos 30 anos”, enfatizou.

O secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Auracy Mansano, a secretária adjunta de Urbanismo, Valéria Cardozo, e o secretário adjunto de Serviços Públicos, Wilber Cardozo, também participaram da reunião.

CEPID

Iniciado em 1998, o programa Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) tem como objetivo financiar a constituição de centros de pesquisa de classe mundial, comprometidos com o desenvolvimento de pesquisa científica, a formação de recursos humanos, a transferência de tecnologia e a difusão de conhecimento para a sociedade.

A característica mais importante dos CEPIDs é a multiplicidade de suas missões. Além da missão principal de desenvolver pesquisas básicas ou aplicadas, voltadas a temas ou objetivos específicos, os centros devem buscar ativamente oportunidades de contribuir para a inovação por meio do desenvolvimento de meios eficazes de transferência de tecnologia. Os centros também são responsáveis por oferecer atividades de extensão voltadas para o ensino fundamental e médio, e para o público em geral, incluindo o envolvimento de alunos e professores em pesquisas, a capacitação de professores e a divulgação científica.

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