Concessionária Tamoios passa por auditoria externa

 

O processo de Auditoria Externa 2026 da Concessionária Tamoios teve início ontem, segunda-feira (05). A reunião de abertura foi realizada durante a manhã em formato híbrido (presencial e remoto) e contou com a participação dos auditores da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) Alexsander Alves e Rui Martos membros da direção da concessionária e colaboradores de diferentes áreas. A Auditoria Externa será realizada até a próxima quinta-feira (08) e fará uma abordagem amostral do trabalho da empresa.

 

 

 

Durante o período, será realizada a Auditoria Externa dos processos da Concessionária Tamoios, que são baseados nas Normas Internacionais ISO (na sigla em inglês: International Organization for Standardization) de Qualidade, Meio Ambiente e Saúde & Segurança. A Tamoios é certificada desde 2016 na norma ISO 9.001 (Qualidade) e, desde 2017, nas Normas ISO 14.001 (Meio Ambiente) e ISO 45.001 (Saúde & Segurança do Trabalho).

 

A auditoria externa em concessionárias de rodovia é o exame independente e, em alguns casos, obrigatórios das demonstrações financeiras, processos operacionais, de conformidade(compliance) e de desempenho contratual. A Concessionária Tamoios assumiu a gestão da Rodovia dos Tamoios em 2015.  

 

Moção de Repúdio

 

 

 

Em setembro deste ano, a Concessionária teve duas moções de repúdio aprovadas nas Câmaras de Caraguatatuba(FOTO) e Ubatuba pelas recorrentes interrupções do trânsito no trecho de serra em dias de chuva, que causam transtornos, insegurança e prejuízos à população e aos usuários da rodovia. As Câmaras solicitam às autoridades competentes a adoção das providências cabíveis.

 

Relatório Serra Antiga

 

 

 

Em setembro, também, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Caraguatatuba(COMPDEC) concluiu um relatório sobre as condições da Serra antiga da Rodovia dos Tamoios que foi interditada por três vezes devido ao alto volume de chuvas, que causaram queda de barreiras e de árvores.

 

 

O documento destacou que a interdição da descida da serra da Rodovia Tamoios, nos dias 11 a 14 de setembro de 2026, tornar-se-ia totalmente desnecessária, se a Concessionária Tamoios já conhecedora das constatações mencionadas, tivesse providenciado o saneamento das eventuais anomalias de seu conhecimento. As situações observadas nos taludes e encostas no trecho da serra antiga da Rodovia dos Tamoios, no dia 13 de setembro de 2026, já é de total conhecimento da Concessionária Tamoios há muito tempo.

 

 

Segundo o relatório, a omissão da Concessionária na resolução dos passivos geotécnicos já conhecidos na serra antiga da Rodovia dos Tamoios reflete diretamente na vulnerabilidade de quatro Municípios (Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba), gerando impactos diretos que ultrapassam a esfera da rodovia. A manutenção deliberada de pontos de risco mapeados sem a devida execução de obras estruturantes transforma a ferramenta de interdição (bloqueio de pista) em um subterfúgio operacional substitutivo às obras de engenharia necessárias. Interditar a rodovia não pode se tornar a “solução padrão” para mitigar a inércia em solucionar passivos geotécnicos consolidados e pré-existentes.

 

 

A retenção de veículos e pessoas por longas horas sem suporte básico atinge diretamente pacientes em tratamento hospitalar, idosos e crianças, configurando maus-tratos e omissão de socorro institucionalizado. A retenção de ambulâncias do SAMU/Resgate paralisa o sistema regional de regulação médica. O isolamento imposto pela Concessionária Tamoios pelas interdições, bloqueia também o abastecimento de combustíveis, gêneros alimentícios, insumos hospitalares e o fluxo comercial do Litoral Norte, impondo prejuízos financeiros milionários recorrentes ao comércio, indústria e turismo local. Apuração das responsabilidades civis e administrativas da Concessionária Tamoios pela omissão na resolução dos passivos geotécnicos gerando as indevidas interdições deve ser apurada pelos prejuízos operacionais, econômicos e pelos riscos impostos à vida da população e aos usuários da rodovia.

 

 

O documento cobrou que a Concessionária apresente o Estudo Técnico que ela alega possuir que embasa o fechamento da serra quando o acumulado de chuvas ultrapassa 100 mm de chuvas é suficiente para a adoção da medida de interdição. Que a Concessionária informe que local do Brasil é realizada a interdição de Rodovia com base no acumulado de chuvas de 100 mm.

 

 

Que a Concessionária Tamoios inicie imediatamente as obras e serviços onde a mesma possui dados e mapeamento de locais que ela considera passíveis de escorregamentos de terra e rochas, e também queda de árvores para evitar a medida extrema de fechamento da serra da rodovia dos Tamoios. A Defesa Civil Municipal reitera que a responsabilidade pela integridade física dos usuários e pelo suporte às situações de crise na via é da administração da Concessionária, que deve agir em cooperação direta com os órgãos públicos. Procurada, a Ouvidoria da Concessionária Tamoios não se manifestou sobre o relatório da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Caraguatatuba(COMPDEC)

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