A atleta de São Sebastião, Jade Lie Tanaka, 21 anos, foi homenageada pela Câmara de São Sebastião, ontem, terça-feira(30), com Moção de Aplausos e Merecimento, concedido pela vereadora enfermeira Maria Ângela(PSDB). Jade é paratleta de São Sebastião e tricampeã brasileira de Parasurf na categoria Down Feminino.
Aos 21 anos, Jade é uma figura de destaque na inclusão esportiva nacional e dá nome ao projeto social Na Onda da Jade, que oferece aulas de surfe para pessoas com deficiência em São Sebastião. Este ano, em maio, a parasurfista conquistou o título de vice-campeã no Campeonato Brasileiro de Parasurf que aconteceu na praia do Borete, em Porto de Galinhas(P).

Jade esteve presente na cerimônia juntamente com sua mãe Ana, irmão Pedro e os demais familiares. “Um exemplo de garra, coragem, determinação e superação. Um orgulho para a nossa São Sebastião”, destacou a vereadora Maria Ângela. Jade após ser homenageada pela vereadora, afirmou que estava muito feliz
História da Jade

Jade nasceu na Ilha da Magia, em Florianópolis (SC), mas com 4 anos se mudou com os pais para São Sebastião. Aprendeu a surfar com seu irmão mais velho, Pedro Tanaka, que a ensinou a mergulhar desde pequena e depois começou a levá-la para surfar.
Pedro corria campeonatos de surfe e ela sempre o acompanhava. Porém, no auge da Pandemia do Covid-19, Pedro sofreu um acidente de mergulho e não resistiu. A surfista tinha uma forte ligação com seu irmão e ele também sempre cuidava dela enquanto os pais estavam trabalhando.
“Jade sofreu muito porque era muito ligada ao irmão mais velho. Existia muito amor e segurança na relação dos dois irmãos”, conta Ana Tanaka, mãe de Jade e Pedro.
Foram dois anos de luto o que proporcionava conforto para a família era o surfe. Com isso, Jade seguiu disputando campeonatos e buscando no esporte a sua superação.
Atualmente, Jade está com 21 anos e se tornou tricampeã brasileira de parasurf. Com isso, a paratleta continua construindo uma trajetória marcante dentro da modalidade.
“Existem muitas barreiras a serem quebradas para ser atleta de surfe, exposição, medos, falta de patrocínio. Mas o fato de ela ser menina e com síndrome de down, nos mostrou algo muito mais do que pontes a serem atravessadas”, finalizou a mãe de Jade.
