Mancha avermelhada, suposta “maré vermelha” ameaça praias de Ilhabela. Reprodução Pronto Falei Ilhabela/imagens drone de @juliofiadi
A maioria das praias paulistas está em ótimas condições para uso no feriado da Páscoa, segundo a Cetesb(Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Das 175 praias monitoradas pela companhia, 162 estão em boas condições para banho no feriadão.
Das 13 praias impróprias para uso, seis estão no Litoral Norte Paulista: Picinguaba, Rio Itamambuca, Perequê-Mirim e Itaguá, em Ubatuba e as praias do Veloso e Barreiros do Sul, em Ilhabela. Todas as paias de Caraguatatuba e de São Sebastião estão em ótimas condições para banho no feriado, segundo a Cetesb.
Maré Vermelha

A Cetesb emitiu um alerta sobre o registro de uma mancha avermelhada no Canal de São Sebastião. A mancha, uma suposta maré vermelha, foi avistada ontem, quarta-feira(1º), em Ilhabela, próximo as praias do Curral e Veloso. A Cetesb já coletou amostra das águas para análise. O resultado ainda não foi divulgado.
A CETESB recomenda evitar banho de mar e atividades náuticas caso seja percebida alteração na cor da água. Segundo a companhia, embora não haja risco à saúde, algumas pessoas podem apresentar irritação na pele.
A Maré Vermelha é um fenômeno natural causado pela proliferação excessiva de microalgas na água. Quando essas algas se multiplicam rapidamente, elas formam manchas de cor avermelhada, alaranjada ou acastanhada na superfície do mar devido à sua pigmentação.
Embora seja um processo natural, ele pode ser perigoso para o ecossistema e para os seres humanos. O banho de mar nos locais atingidos pela maré vermelha deve ser evitado. Algumas espécies de algas liberam toxinas que contaminam peixes e moluscos (como ostras e mexilhões). O consumo desses animais contaminados pode causar intoxicações alimentares graves em humanos. O contato direto com a água pode causar irritação na pele, nos olhos e problemas respiratórios.
É recomendado também que durante a maré vermelha seja evitado o consumo de frutos do mar nas áreas atingidas. A alta concentração de algas pode consumir o oxigênio da água, levando à morte de diversos organismos marinhos por asfixia. Enquanto o fenômeno permanecer os moradores e turistas devem ficar atentos as recomendações e alertas das autoridades da saúde e Cetesb.
