Vídeo: Bagres mortos espalhados na areia e na água ferem banhistas na praia Martim de Sá, em Caraguatatuba.

No sábado(29), uma banhista teria ficado ferida no pescoço pelo ferrão de um bagre e levada aos hospital da cidade 

 

Por Salim Burihan

A praia Martim de Sá, uma das mais frequentadas de Caraguatatuba, no Litoral Norte Paulista, está recebendo desde ontem, sábado(29), uma quantidade muito grande de peixes da espécie “Bagre”. Ontem, uma banhista se feriu com um deles sendo necessário a sua remoção até o hospital, segundo informou um guarda vidas do GBMar(Grupamento de Bombeiros Marítimos) . Hoje, domingo(30), outro banhista ficou como ferrão do bagre preso ao seu pé, precisando ser medicado.

 

Grande quantidade de bagres na água da Martim de Sá

Confira o vídeo divulgado nas redes sociais pelo fotógrafo Jules Verne:

 

 

Segundo o mesmo guarda vidas, no sábado(29), o GBMar teria recolhido uma grande quantidade de pequenos bagres nas areias e nas água da praia Martim de Sá.  Não se sabe se outras praias da cidade e da região também estão recebendo grande quantidade de peixes mortos.

Neste domingo(30), a Martim de Sá continua recebendo muitos peixes, da espécie “Bagre”, trazidos pela maré, com grande concentração na água e na areia da praia. colocando em risco os banhistas. Guarda-vidas atuaram durante toda a manhã e tarde orientando os banhistas sobre os riscos oferecidos pelos “Bagres”. Os incidentes ocorrem principalmente com bagres mortos, cujos ferrões continuam ativos e venenosos por várias horas.

Bagres na areia da Martim de Sá

Na Martim de Sá,  os bagres localizados em grande quantidade na areia e na água possuem em média de 15 a 18 centímetros. Os peixes, aparentemente, estariam mortos há cerca de dois dias e poluíam a água  a areia trazidos pela maré. A partir do início da tarde deste domingo(30), aumentou a quantidade dos “bagres” trazidos pela maré. Segundo o GBMar, os peixes que poluem a praia da Martim de Sá foram descartados por embarcações de pesca elevados até a praia pela força da maré.

Segundo consta, os pequenos bagres não possuem valor comercial e por isso são descartados pelas embarcações de pesca de outras região que atuam na costa do Litoral Norte Paulista.  O NP acionou o GBMar(Grupamento de Bombeiros Marítimos) e a prefeitura de Caraguatatuba para saber as causas da mortandade deixeis na Martim de Sá  e outros banhistas ficaram ferido pelos peixes no fim de semana.

 

2024

 

Uma grande mortandade de peixes atingiu várias as praias de Caraguatatuba em novembro do ano passado. Na ocasião, banhistas e praticantes de caminhada suspeitaram de que a morte dos peixes ocorresse devido a uma possível contaminação da água do mar. Na época, a prefeitura descartou que a mortandade fosse causada pela poluição da água do mar.

Segundo a prefeitura, os peixes que apareceram nas praias da cidade naquela ocasião tinham sido descartados por embarcações de pesca que atuam na costa do Litoral Norte. A prefeitura chegou a utilizar um trator para recolher a enorme quantidade de peixes da espécie bagre espalhados nas areias das praias do Centro, Indaiá e Aruan.

A Prefeitura de Caraguatatuba, através da Secretaria de Meio Ambiente, Agricltura e Pesca, informou que os peixes encontrados mortos na praia, geralmente pequenos bagres são resultado da pesca de camarões ou outras espécies.

Segundo a prefeitura, durante essa atividade, os peixes podem ficar presos nas redes, e ao puxá-las, muitos morrem com o impacto e são devolvidos ao mar, acabando na areia da praia trazidos pela maré.

A prefeitura afirma ainda que sempre orienta os pescadores a praticar uma pesca com menor impacto, justamente para proteger os ecossistemas aquáticos e reduzir a mortalidade dedos peixes e demais animais marinhos.

Segundo a prefeitura, esse fenômeno não é característico apenas de Caraguatatuba, mas, em geral de todos os municípios litorâneos com atividades pesqueiras próximas à costa. Independentemente disso, a prefeitura informou a Polícia Ambiental sobre o fato.

 

 

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