Os banhistas que devem lotar as praias do Litoral Norte no feriado da Consciência Negra a partir desta quinta(20), devem ficar atentos a presença de água vivas, principalmente, das caravelas-portuguesas que se tocadas na água podem causar queimaduras e ferimentos graves.
Nesta época do ano, água vivas tem sido avistadas em praias de Caraguatatuba e de Ilhabela. Ainda não se tem informações de acidentes com banhistas. Em Caraguatatuba, no domingo, passado águas vivas foram percebidas na orla da Martim de Sá, eram pequenas, ainda em fase de crescimento e teriam sido trazidas a beira mar pela maré e ventos.
Em Ilhabela, segundo o site ilhabelajournal, no fim de semana passado, teria ocorrido um volume incomum de águas-vivas ao longo de diversas praias do arquipélago, chamando a atenção de moradores, turistas e autoridades. Em vários pontos da ilha, a presença dos animais — alguns transparentes, outros similares às caravelas-portuguesas — levou banhistas a evitarem o mar por precaução.

Relatos nas redes sociais indicaram grande concentração desses organismos em áreas como o entorno do Yacht Club de Ilhabela. Profissionais da área ambiental explicam que fenômenos como mudanças de maré, correntes marítimas e variações de temperatura podem favorecer o deslocamento das medusas até a costa.
A Prefeitura de Ilhabela reforçou orientações de segurança, lembrando que o contato com águas-vivas e caravelas pode causar queimaduras, dor intensa e, em alguns casos, reações mais severas. A recomendação é evitar tocar nos animais, inclusive quando estiverem na areia, pois ainda podem liberar toxinas.
Segundo o site, equipes de monitoramento seguem acompanhando a situação e orientando banhistas. A administração municipal também alerta que, em caso de acidente, o indicado é aplicar vinagre no local da queimadura e procurar atendimento médico se houver sinais de reação mais grave.
A expectativa é de que o fenômeno seja temporário, mas autoridades pedem cautela aos frequentadores das praias nos próximos dias.
Caravelas portuguesas
Exemplares de caravela portuguesa (Physalia physalis), uma espécie de água viva, começam a aparecer em praias do litoral norte paulista. Por enquanto, não há registro de banhistas feridos por caravelas-portuguesas, mas todo cuidado é pouco é bom ficar em alerta.
Tradicionalmente confundidas com águas-vivas, este tipo de caravela oferece grande risco, seja na areia ou na água do mar. O contato com a caravela libera uma toxina que, além de queimaduras, pode causar arritmia cardíaca.
Deve-se evitar qualquer contato com esses animais na areia ou na água, mesmo que estejam mortos. A caravela difere da água-viva, que é transparente, por apresentar um tom azulado e róseo e tentáculos.
Em geral, as caravelas vivem afastadas da costa, navegando pelo oceano, mas se aproximam das praias principalmente levadas pelos ventos. Daí que quando tem vento forte a gente encontra várias encalhadas na areia da praia, ou pior, durante uma entrada no mar. A presença delas é mais comum durante o verão.
Segundo o GBMar(Grupamento de Bombeiros Marítimos) do Litoral Norte, ” ao deparar com uma caravela portuguesa, o banhista não tocar nela, deve se afastar e, caso seja atingido por ela, deve jogar água do mar ou vinagre no local atingido, nunca jogar água doce”.
Caso tenha o banhista tenha contato com uma delas veja como proceder:
- Nunca lave com água doce. Isso ativa ainda mais o veneno.
- Remova, com cuidado, partes dos tentáculos que possam ter ficados presos na pele.
- Para inativar o veneno lave com com soro fisiológico e/ou imersão da lesão em ácido acético a 5% (vinagre) ou álcool isopropílico a 70%, 15 a 30 minutos.
- Se não tiver nada disso, melhor lavar com água do mar.
- Colocar compressas frias por 5 a 10 minutos ajuda a diminuir a dor, mas sem deixar cair água doce no local!
- Se tiver sintomas mais graves, procure ajuda médica.
