As praias do Litoral Norte estiveram lotadas neste domingo de sol e calor. Apesar do movimento de banhistas, nenhum afogamento fatal teria sido registrado nas praias da região.
Em Maresias, na costa sul de São Sebastião, o GBmar (Grupamento de Bombeiros Marítimos) registrou cinco casos de afogamento sem grau- banhistas que se afogaram, mas foram retirados do mar rapidamente sem necessidade de intervenção.
A maioria dos banhistas optou em levar bebidas e alimentos para as praias. Segundo eles, o preço cobrado nos quiosques estaria sendo muito abusivo. Na média, cobra-se R$ 65,00 por uma porção de camarão 7 barba, R$ 70,00 uma porção de cação, de R$ 10,00 a R$ 15,00 um pastel de carne, R$ 8,00 uma latinha de cerveja e de R$ 5,00 a R$ 8,00 um refrigerante em lata.
Peixes mais nobres custam mais caros. Uma porção de Badejo, custa R$ 85,00, de Linguado, na faixa de R$ 70,00. O preço da porção de camarão grande também tem assustados os consumidores a beira mar: varia de R$ 100,00 a R$ 150,00. A porção de fritas varia de R$ 37,00 a R$ 45,00. Um milho verde custa R$ 7,00.
Os preços estão sendo considerados abusivos pelos banhistas. “A gente traz bebidas e alimentos porque os preços estão muitos abusivos. Se fossem mais em conta a gente consumiria nos quiosques”, disse o banhista João Eugênio.
“A gente gasta com combustível, com pedágio, com estacionamento a beira mar e quando chega na praia, encontramos preços bem acima da média. Para economizar somos obrigados a trazer bebidas e aperitivos”, comentou o banhista Roberto Avelar, de São José dos Campos, que aproveitou o domingo para curtir uma praia com a família em Ubatuba.
Os quiosqueiros alegam que tudo subiu e que isso encareceu o preço dos produtos mais consumidos a beira mar. Outros justificam que trabalham com produtos diferenciados e fresquinhos, por isso, mais caros. “Não trabalho com caçoa, mas sim, com caçonete e fresquinho”, disse o quiosqueiro Sidenil, da praia da Caçandoca, em Ubatuba. A porção de cação custa R$ 70,00 no seu quiosque.
Os preços praticados a beira mar são livres e ficam a critério de cada estabelecimento. Não existe uma regulamentação por parte das prefeituras para definir ou estabelecer os preços cobrados pelos quiosques. Não existe nenhuma ilegalidade nos preços estabelecidos. Alguns banhistas reclamam ainda que alguns quiosques estão cobrando consumação, ou seja, um valor de consumo entre R$ 50,00 a R$ 80,00 para o banhista utilizar suas mesas a beira mar. Essa prática é proibida pelo Procon.
Cobrar consumação mínima do cliente para que ele usufrua das cadeiras e guarda-sóis, por exemplo, é uma prática ilegal que fere o Art. 39 do Código de Defesa do Consumidor. O banhista pode denunciar o quiosques que cobra consumação mínima ao Procon da cidade.
