Governador Tarcísio divulga vídeo sobre a duplicação da Rio-Santos. Moradores reivindicam audiências públicas

 

O governador Tarcísio de Freitas divulgou em suas redes sociais um vídeo sobre a proposta para a duplicação da Rio-Santos, a SP-55, no trecho que liga Caraguatatuba a Ubatuba.  Governador não informou quando a obra será iniciada. Moradores da região da Massaguaçu, Capricórnio e Tabatinga, em Caraguatatuba, cobram a realização de audiências públicas para poderem apresentar sugestões sobre a obra.

 

 

 

O vídeo divulgado pelo governador, com imagens em 3D mostra como ficará a futura rodovia, com pistas duplicadas, novos acessos e estruturas modernas de engenharia. Durante a publicação, Tarcísio destacou que o projeto busca atender uma demanda antiga dos moradores e turistas do Litoral Norte.

 

 

“Essa talvez seja a maior obra de infraestrutura do Litoral Norte. Estamos falando de cerca de 45 quilômetros de duplicação, com acessos, passagens em desnível e ciclovias, tudo para reduzir o tempo de viagem e aumentar a segurança”, afirmou.

 

 

Serão 45 quilômetros de duplicação, com túneis e infraestrutura moderna, uma obra, segundo o governador, que vai melhorar a mobilidade, aumentar a segurança nas viagens, reduzir o tempo de deslocamento e fortalecer ainda mais o turismo e a economia de toda a região.

 

 

 

 

A duplicação da Rio-Santos terá retornos, ciclovia e travessias para pedestres. Entre os equipamentos previstos estão 16 retornos, iluminação em toda a extensão, um novo posto da Polícia Militar Rodoviária e 14 muros de contenção em áreas de encosta. O pacote inclui ainda 23 passarelas elevadas, 14 passagens subterrâneas e cerca de 44,5 quilômetros de ciclofaixa.

 

 

 

Essas estruturas foram pensadas para ampliar a segurança de quem circula pela rodovia e também facilitar a travessia de moradores entre bairros e acessos às praias, um dos principais gargalos da mobilidade urbana na região. O projeto prevê dois túneis: um com cerca de 1,46 quilômetro e outro com aproximadamente 170 metros. As obras serão necessárias para vencer trechos mais complexos do terreno e reduzir impactos ambientais.

 

 

A duplicação visa agilizar a viagem entre Caraguatatuba e Ubatuba, que em feriados prolongados, chega a levar até oito horas num percurso de 56 quilômetros, com grandes congestionamentos em trechos como nas praias Grande e Maranduba, em Ubatuba e na praia de Massaguaçu e serra do Jetuba, em Caraguatatuba. A obra deve ser iniciada no Contorno Norte da Rodovia dos Tamoios, no bairro Casa Branca, em Caraguatatuba e está orçada em R$ 3 bilhões.

 

Audiências públicas

Moradores de Caraguatatuba e Ubatuba consideram importante a duplicação da Rio-Santos, no trecho entre as duas cidades, mas moradores  comerciantes das praias Capricórnio, Massaguaçu e Tabatinga, em Caraguatatuba,  cobram a realização de audiências públicas em Caraguatatuba e Ubatuba, antes do estado definir as obras que serão realizadas. Em abril do ano passado(Foto), moradores, veranistas e comerciantes fizeram um protesto contra o projeto inicial elaborado e divulgado pela Concessionária Tamoios

 

Nas audiências públicas, boa parte dos moradores, veranistas e comerciantes irá se posicionar contra o projeto inicial divulgado pela concessionária no início de 2025 e defender que a duplicação do trecho seja idêntica ao traçado do Contorno Sul da Tamoios, na ligação entre Caraguatatuba e São Sebastião, passando por trás de praias como Massaguaçu, Maranduba e  Praia Grande.

 

O projeto inicialmente apresentado, se mantido, segundo moradores e comerciantes que vivem na área litorânea entre as duas cidades, causará profundos impactos na orla da região norte: vai acelerar ainda mais a erosão da praia; provocará a poluição visual e desvalorização de imóveis e comércios; diminuirá o acesso à praia; interferirá na perda da qualidade de vida dos moradores e veranistas; e, diminuirá os acessos a rodovia.

 

“Duplicar somente para encurtar o tempo de viajem de São Paulo, fomentar a construção civil e especulação imobiliária, sem projetos claros de infraestrutura e resiliência ambiental seria uma grande irresponsabilidade. Não podemos perder a oportunidade de um investimento como esse para fazer o trabalho que precisa ser feito olhando para o futuro de Caraguatatuba e Ubatuba”, comentou Eduardo Leduc, que possuí casa na Tabatinga.

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