Foto capa: nascer do sol na Martim de Sá, em Caraguatatuba/Juliana Claro França
Apreciar o nascer do sol nas praias do Litoral Norte está ganhando cada vez mais adeptos, principalmente, por parte de veranistas e turistas. É uma experiência inesquecível e gratificante, que deve crescer na temporada de verão que se aproxima.
Por Salim Burihan
No domingo passado, um grupo de veranistas e moradores, que residem há pouco tempo em Caraguatatuba, decidiu se reunir para ver o nascer do sol na praia Martim de Sá, a mais frequentada e conhecida da cidade. Essa iniciativa tem crescido nas praias da região, onde famílias e grupos de amigos vem se reunindo, inclusive, para tomar o café da manhã vendo o dia clarear.

O grupo formado por beachtenistas agilizou o programa através do whatsApp no sábado(6). O pessoal chegou à praia por volta das 4h30, em grupo, de oito pessoas, instalou as cadeiras e ficou aguardando o nascer do sol. Fizeram inúmeras fotos com o celular e enviaram aos amigos.

Aproveitaram a praia tranquila e ainda deserta para nadar, caminhar e beach tênis. No amanhecer do dia, o sol ainda estava distante no horizonte e não fazia tanto calor, apesar de tudo indicar que o dia seria muito quente e ideal para curtir uma praia. O cooler carregado de bebidas, foi aos poucos se esvaziando.
Quando a maioria dos frequentadores começou a chegar na praia e a areia foi ficando sem muito espaço, pela ocupação de cadeiras e guarda-sóis, por volta das 11 horas, o grupo deixou a praia, satisfeito pela experiência. Para a maioria do grupo, o nascer do sol a beira mar é realmente exuberante e gratificante.
Laís França, que mora na capital disse que ver o nascer do sol na Martim de Sá, em Caraguatatuba, foi um espetáculo. “Foi lindo, maravilhoso. O cenário na praia com o sol nascendo ao fundo parecia uma pintura!!!”, comentou Laís. Ela só lamentou de não ter entrado no mar, apesar da água estar muito convidativa. Foto ao lado: Laís, Juliana, Jacque e Ana Lúcia apreciando o nascer do sol na Martim de Sá.
Ana Machado, outra integrante do grupo, disse que a experiência foi marcante, principalmente, por poder desfrutar o nascer do sol com os amigos. “É uma pena que pouca gente faz isso. As pessoas estão sempre com pressa e se esquecem de aproveitar momentos maravilhosos como esses, que Deus nos oferece”, comentou.
“Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez”, segundo Ana, é um jargão bem, interessante. “A vida tem que ser aproveitada da melhor maneira possível. Momentos como esses são inesquecíveis e não tem preço, não precisa pagar nada para ver o nascer ou o pôr do sol”, alertou.

Marcelo Vilela Santos(Foto), da cidade de Varginha(MG), também integrante do grupo que no domingo passado foi ver o nascer do sol na Martim de Sá, disse que, sempre que está em Caraguatatuba, procura sair muito cedo para passear com seus cachorros “Branquinha e Preta”, aproveitando para apreciar o nascer do sol.
“Eu adoro. Cada dia é um espetáculo diferente. O espetáculo do nascer do sol nos dá muita energia. Aproveito, sempre, caminhando com meus animais ou sentado na areia da praia, para fazer as minhas orações”, confidenciou Marcelo. Ele contou ainda que tem visto muitas famílias, reunidas para um café da manhã, nas proximidades do Quiosque Canto Bravo, aguardando o nascer do sol. “É muito bonito e gratificante isso”, finalizou.
Priscila de Paula Pereira, mulher de Marcelo, disse que o maior problema é acordar durante a madrugada, por volta das 4 horas, preparar o café e sair para ir ver o nascer do sol na areia da praia Martim de Sá. Segundo ela, tudo isso vale muito a pena. Durante a semana, foi acordada por Marcelo durante a madrugada para além de apreciar o nascer do sol ver um arco-íris. “Gratificante demais”, comentou Priscila.
Juliana Claro França, de 54 anos, arteterauta, mineira, que mora há oito anos em Caraguatatuba, disse que o nascer do sol na Martim de Sá oferece “uma pintura nova a cada dia”. “Amo o nascer do sol na Martim de Sá. Como praticava Yoga às 6 horas, aproveitava para sair mais cedo e ver o nascer do sol. No inverno, as cores são maravilhosas. Já presenciei um nascer do sol com cor violeta”, contou. Na foto ao lado: Juliana e o marido Sérgio curtindo o nascer do sol na Martim de Sá.
Larissa Bertolini Shinozaki, 47 anos, de São José dos Campos, que está em Caraguatatuba há um ano, viu o nascer do sol na praia pela primeira vez, na Martim de Sá. “Saía cedinho para passear com meu cachorro e aproveitava para ver o sol nascer. “É muito lindo, principalmente, no verão. Nos dá uma sensação de recomeço. Nos dá muita energia. É muito bonito”, afirmou Larissa.
Dicas
- Chegue Cedo: Chegar por volta das 4h30 , 15 a 20 minutos antes do nascer do sol garante a melhor luz para fotos e fotos mais suaves.
- Verifique o Tempo: Um céu limpo é essencial para um bom nascer do sol.
- Experiências Diferentes: Ver o nascer do sol do alto do Mirante de Santo Antônio, em Caraguatatuba; do alto do Mirante do Baepi, em Ilhabela; Para algo único, considere a Roda Gigante de Ubatuba, que oferece vistas panorâmicas do sol nascendo no mar.
Onde apreciar o nascer do sol no LN:

Em Ilhabela: as praias voltadas para o mar aberto são as mais privilegiadas, pois nessas regiões é possível avistar o sol nascer do oceano. Confira: Praia de Castelhanos, Praia do Jabaquara e Praia da Pacuíba e nos mirantes: Mirante do Coração e Mirante do Francês, ambos na praia de Castelhanos, Mirante do Baepi, na região central da ilha.
Em Ubatuba: para ver o nascer do sol em Ubatuba, vá para as praias voltadas para o leste, como as praias Vermelha do Centro, Praia Grande, Toninhas, Félix e orla do Itaguá. Um opção diferente é a Roda Gigante, na região central.

Em Caraguatatuba: o ideal também são as praias com vista para o leste, entre elas, Martim de Sá(Foto), Brava, Capricórnio, Massaguaçu e Porto Novo. Entre as opções alternativas, apreciar o nascer do dia nos mirantes de Santo Antônio e do Camaroeiro.
Em São Sebastião: Pier da Figueira, Praia de São Francisco, Praia de Maresias(no canto esquerdo, ou subir no Mirante da Praia de Maresias), e nas praia de Cambury, camburizinho e Boiçucanga.

