Prefeitura de Caraguatatuba aciona Cetesb para analisar as águas da praia Martim de Sá onde “bagres” apareceram mortos no fim de semana

A Prefeitura de Caraguatatuba acionou ainda o Instituto Argonauta e CETESB para a coleta de amostras dos animais para teste de toxicidade buscando entender a eventual correlação da Demanda Bioquímica por Oxigênio (DBO) com a mortandade

Por Salim Burihan

 

A prefeitura de Caraguatatuba se manifestou nesta terça-feira, dia 2, sobre a presença de “bagres” mortos na areia e nas águas da praia Martim de Sá, no último fim de semana. Pelo menos um banhista ficou ferido. O governo municipal informou que, de acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, existem muitas justificativas para essa situação que geralmente ocorrem todo ano nas praias do Litoral.

 

Apesar de guarda vidas e banhistas suspeitarem de que os peixes mortos encontrados na praia tivessem sido descartados por embarcações de pesca( uma vez que o bagre, não tem valor comercial), segundo a prefeitura, a mortandade de peixes não ocorre de maneira exclusiva por causa da atividade pesqueira, mas sim devido a toxicidade e a diminuição do oxigênio disponível nas águas, as causas comum de mortandades de peixes.

 

A prefeitura alegou ainda, que além disso, é fato, que o descarte de espécies fruto de capturas acidentais, quando ocorrem, acabam por atingir as praias por influência das ondulações e marés, sendo natural uma certa dispersão no avistamento desses indivíduos dentre o ponto de descarte e sua aparição na faixa praial.

 

“Com isso, ainda que a influência de ondulações e marés seja intensa, o que não sabemos se foi o caso, tais indivíduos descartados (os bagres no caso) tendem a se concentrar em uma microrregião. Vale alertar também que foram reportados casos de aparecimento de indivíduos mortos da espécie (Bagre) em praias de outros municípios do Litoral Norte paulista, como São Sebastião e Ubatuba”, destacou a prefeitura.

 

A Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, informou que já contatou o Instituto Argonauta e Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) buscando operacionalizar a coleta de amostras dos animais para teste de toxicidade. Além disso, a pasta deve solicitar à CETESB a coleta e análise da água do mar nas praias onde os animais foram encontrados, buscando entender a eventual correlação da Demanda Bioquímica por Oxigênio (DBO) com a mortandade. Somente após análises será possível traçar um panorama daquilo que pode ter acontecido para ocasionar a mortandade, ainda que, em caso negativo quanto à toxicidade e correlação do DBO com o evento, de maneira inconclusiva.

 

A prefeitura finalizou ressaltando, que a Polícia Militar Ambiental possui a atribuição de fiscalizar, e coibir, a atuação irregular das embarcações pesqueiras no Estado de São Paulo. Qualquer informação sobre a atuação irregular de embarcações pode-se fazer denúncia pelo telefone (12) 3886-2200.

 

Mortandade

 

 

A praia Martim de Sá, uma das mais frequentadas de Caraguatatuba, no Litoral Norte Paulista, recebeu no sábado(29) e domingo(30), uma quantidade muito grande de peixes da espécie “Bagre”, mortos. O banhista Fábio Ramos(Foto), de 47 anos, ficou ferido por um bagre no rosto quanto nadava na Martim de Sá, ele foi levado ao hospital e passa bem.

Na Martim de Sá, os peixes da espécie “Bagre”,  foram trazidos pela maré, com grande concentração na água e na areia da praia. No sábado e domingo, os guarda-vidas chegaram a recolher os peixes da areia e atuaram ao longo da praia orientando os banhistas sobre os riscos oferecidos pelos “Bagres”. Os incidentes ocorrem principalmente com bagres mortos, cujos ferrões continuam ativos e venenosos por várias horas.

 

Na Martim de Sá,  os bagres mortos, localizados em grande quantidade na areia e na água,  possuíam em média de 15 a 18 centímetros. Os peixes, aparentemente, estariam mortos há cerca de dois dias e poluíam a água e a areia trazidos pela maré. Segundo os guarda-vidas, os peixes que poluíam a praia da Martim de Sá tinham sido descartados por embarcações de pesca e levados até a praia pela força da maré.

 

Segundo consta, os pequenos bagres não possuem valor comercial e por isso são descartados pelas embarcações de pesca de outras região que atuam na costa do Litoral Norte Paulista. O mesmo fenômeno ocorreu nas praias do centro de Caraguatatuba em novembro do ano passado.

 

 

Na ocasião, banhistas e praticantes de caminhada suspeitaram de que a morte dos peixes ocorresse devido a uma possível contaminação da água do mar. Na época, a prefeitura descartou que a mortandade fosse causada pela poluição da água do mar. Foram atingidas as praias do Centro, Indaiá e Aruan.

Peixes mortos na praia do Centro em 2024

Na ocasião, segundo informou a prefeitura, os peixes que apareceram nas praias da cidade tinham sido descartados por embarcações de pesca que atuam na costa do Litoral Norte. A prefeitura chegou a utilizar um trator para recolher a enorme quantidade de peixes da espécie bagre espalhados nas areias das praias do Centro, Indaiá e Aruan.

 

A Prefeitura de Caraguatatuba, através da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, informou que os peixes encontrados mortos na praia, geralmente pequenos bagres, são resultado da pesca de camarões ou outras espécies.

 

Segundo a prefeitura, durante essa atividade, os peixes podem ficar presos nas redes, e ao puxá-las, muitos morrem com o impacto e são devolvidos ao mar, acabando na areia da praia trazidos pela maré.

 

A prefeitura afirmou ainda que sempre orienta os pescadores a praticar uma pesca com menor impacto, justamente para proteger os ecossistemas aquáticos e reduzir a mortalidade dedos peixes e demais animais marinhos.

 

Segundo a prefeitura, esse fenômeno não é característico apenas de Caraguatatuba, mas, em geral de todos os municípios litorâneos com atividades pesqueiras próximas à costa. Independentemente disso, a prefeitura informou a Polícia Ambiental sobre o fato.

 

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