Amanhã, terça-feira (2/12), às 19h, acontece a 5ª live da série Caminhos para a Proibição das Exportações de Animais. A live terá as participações de Maria Emília Morete, bióloga e Doutora em Ecologia pela USP e de Wellington Santos, advogado, Pós-Graduado em Direito Animal, Processo Civil, Penal e Constitucional e atual Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB do estado do Pará.

Entidades ambientalistas da cidade de São Sebastião, no litoral norte paulista, apoiam a iniciativa. Várias entidades de São Sebastião e do Litoral Norte atuam para que a exportação de cargas vivas pelo porto local seja proibida. O porto de São Sebastião é um dos poucos no país exportar cargas vivas. Além do porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, as exportações de animais vivos também são feitas pelos portos de Rio Grande (RS), Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA).
No ano passado, foram 200 mil cabeças exportadas e este ano, cerca de 10 mil, com destino com destino à Turquia, que posteriormente, distribui os animais para outros países como Egito, Iraque, Palestina, Argélia, Emirados Árabes, Jordânia, Líbano, Irã e Marrocos.
“A cidade não lucra um centavo, mas as empresas faturam 7 mil euros por cada animal exportado pelo porto, conforme comentou o representante da Minerva, uma das empresas que exportam animais por São Sebastião”, contou João Carlos Pereira Júnior, membro do movimento social que reivindica o fim de exportação de cargas vivas pelo porto de São Sebastião. A Minerva é uma multinacional brasileira responsável pelo embarque de 60% dos animais vivos para o exterior.
As entidades ambientalistas contrárias ao embarque de cargas vivas consideram a atividade cruel e estressante para os animais. A viagem de navio entre São Sebastião e a Turquia pode durar de 18 a 20 dias. Segundo João Carlos, o transporte de gado vivo é realizado de forma cruel, por longas distâncias, que pode durar semanas até o destino final.
Live da terça(2)
Convidados:
Maria Emília Morete: Bióloga e Doutora em Ecologia pela USP, há 30 anos estuda e pesquisa baleias e golfinhos. Iniciou no ativismo em 1986, no movimento contra a caça de baleias. Em 2014 fundou o VIVA Instituto Verde Azul, que atua com foco em pesquisa de cetáceos, educação ambiental e apoio a estudantes mulheres.
Wellington Santos: Advogado e Pós-Graduado em Direito Animal, Processo Civil, Penal e Constitucional.
É o atual Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB do estado do Pará, onde ocorreu o naufrágio do navio boiadeiro Haidar, 10 anos atrás.
📅 Terça-feira, 2/12
🕖 19h
📍 Ao vivo no perfil @cargaviva.nao

