O Barco Brasil, comandado por José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, iniciou a terceira etapa da Globe40 rumo a Sydney (Austrália) no último sábado (22). A dupla de iatistas brasileira, composta pelo neurorradiologista do Hospital Sírio-Libanês, José Guilherma Caldas, de 64 anos e Luiz Bolina, de 60 anos, professor de prancha wingfoil (uma prancha com uma “asa” subaquática) em Ilhabela, lidera a classificação dos Sharps da Class40 na volta ao mundo após vencer os percursos entre Cádiz (Espanha) e Mindelo (Cabo Verde) e entre Mindelo e Port des Galets.
O início da jornada começou em setembro, em Cádis, na Espanha, e está prevista para terminar somente em abril de 2026, com a chegada em Lorient, na França. Nesse período, os velejadores farão cinco paradas em distintos portos pelo mundo. Primeiro, passarão por Cabo Verde, no Oceano Atlântico. Depois, vão cruzar o Cabo da Boa Esperança para chegar à Ilha da Reunião, no Oceano Índico, antes de seguir rumo a Sydney, na Austrália. Em seguida, atravessarão o Oceano Pacífico até Valparaíso, no Chile, e enfrentarão o desafiador Cabo Horn para contornar o extremo sul das Américas e ir até Recife, no Brasil. E, finalmente, vão navegar com destino ao porto francês de Lorient.
Apenas 10 barcos participam do desafio, todos Classe 40 – daí o nome Globe 40. Oito são da categoria Sharp (com a proa mais pontiaguda e mais lentos) e dois da categoria Scow (proa mais arredondada). Entre os favoritos para vencer no geral, está o barco Credit Mutuel, do velejador francês Ian Lipinski. Após a finalização dos percursos entre Cádiz (Espanha) e Mindelo (Cabo Verde) e entre Mindelo e Port des Galets, os iatistas disputarão a etapa pelo Pacífico que tem cerca de 5.120 milhas náuticas, aproximadamente 9.482 quilômetros, com chegada estimada para 15 de dezembro e coeficiente de pontuação 2.
A dupla brasileira navega em um Class40 modelo Sharp(Foto), de proa mais estreita, enquanto os três primeiros colocados do restante da flotilha utilizam modelos Scow, os mais modernos do mundo desta categoria. “A gente é sempre mais cauteloso na largada, mas vamos ver como será essa primeira parte. Sabemos que vai ventar muito no caminho da Austrália, então podemos até ter que parar até passar a frente”, afirmou Luiz Bolina.
A Globe40 reúne oito veleiros de diferentes países e adota sistema de pontuação em que vence quem somar menos pontos ao final do percurso. A classificação atual, incluindo o prólogo entre Lorient (França) e Cádiz, é liderada pelo Barco Brasil (5 pontos), seguido por Wilson Around the World (10,5 pontos) e Free Dom (11,5 pontos). Com informações da Forbes, de Flávio Perez, do Sala de Noticias e do e Instagram, do Barco Brasil.

