Conheça os dois bartenders de Ilhabela semifinalistas do campeonato mundial de caipirinha 2025

Associação Brasileira de Bartenders (ABB) em parceria com Cachaça Seleta realiza competição internacional para eleger a melhor receita de caipirinha

 

Por Salim Burihan

 

A cidade de Ilhabela tem dois semifinalistas no Caipirinha World Cup que é organizada pela Associação Brasileira de Bartenders (ABB) em parceria com Cachaça Seleta e tem como objetivo de encontrar a melhor releitura do drink que carrega o Brasil no DNA desde a sua invenção, em 1918, com sabor e refrescância.

 

O TasteAtlas, guia interativo da gastronomia mundial, divulgou um ranking das melhores bebidas ao redor do mundo. Foram avaliados mais de 500 drinks, sendo que a caipirinha ficou no 5º lugar. Isso mostra a importância e a relevância da bebida que carrega o DNA do Brasil e que faz parte da história da coquetelaria.

Diante de sua relevância e riqueza cultural, a Associação Brasileira de Bartenders (ABB) e a Cachaça Seleta, irão realizar no dia 15 de setembro a Caipirinha World Cup, maior evento do mundo dedicado à caipirinha.

A competição que acontece em São Paulo, no Sindresbar – Sindicato de Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo e Região, visa eleger a melhor releitura do drink. Sendo assim, os participantes – que podem ser bartenders brasileiros e de outros países – terão que apostar na criatividade e apresentarem uma nova receita de caipirinha utilizando os ingredientes base da bebida, que são o limão, o açúcar e a cachaça, e outros três de sua preferência.

As receitas foram avaliadas por um júri formado por profissionais renomados do setor da coquetelaria. Inicialmente, foram selecionadas 50 receitas, onde o júri irá avaliou a originalidade, a criatividade, o uso de ingredientes brasileiros, performance e visual do coquetel.

No dia 16 de agosto, foram anunciadas as 20 melhores receita. Os bartenders Roberto David, do Restaurante do Cura e Murphy, do Bar da Kombi, na praia do Perequê, ambos de Ilhabela, foram pré-selecionados entre os 20 melhores. O bartender Carlos Eduardo Mendes Lemos, conhecido como “Sapão Litoral”, de Caraguatatuba, com mais de 23 anos de experiência, acabou ficando de fora da lista.

 

Murphy, do Bar da Kombi
Roberto David, do Restaurante do Cura
No próximo dia 21 devem ser divulgados os dez melhores avaliados que irão para a grande final no dia 15 de setembro. O bartender que apresentar a melhor releitura da caipirinha será contemplado com o troféu de campeão e um kit da cachaça Seleta. Quem ficar em segundo e terceiro lugar também irá receber um troféu. Em caso de empate, o tempo de preparo será avaliado para definir o pódio.
Os 20 receitas pré-selecionadas

 

 

“A caipirinha ser tornou um símbolo do nosso país, é um drink conhecido mundialmente e que valoriza e mostra o potencial da cachaça no universo das bebidas alcoólicas, então o objetivo do evento é premiar os profissionais da coquetelaria que conseguem criar uma receita nova tendo como base uma receita simples e uma forma de homenagear essa bebida que faz parte da história do Brasil”, arma Gilberto Luiz, diretor executivo da Seleta.

Serviço:
Caipirinha World Cup
Quando: 15 de setembro
Onde: Sindresbar – Sindicato de Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo e Região Largo do Arouche, 290 – República, São Paulo – SP, 01219-010

Sobre a Seleta

A história de uma das cachaças de alambique mais tradicionais e apreciadas do país, começou em 1980 quando foi fundada. Toda a produção da Seleta está concentrada em Salinas, cidade localizada no sertão de Minas Gerais, conhecida como a Capital Nacional da Cachaça. Salinas recebeu em 2012 o selo de Indicação Geográfica do INPI pelas características do clima, solo e localização geográfica, responsáveis pela singularidade das cachaças produzidas na região.

A história da caipirinha

 

 

A bebida foi criada no interior de São Paulo, em 1918, como remédio contra a gripe durante o surto da Gripe Espanhola, conforme o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). A popularização aconteceu quatro anos depois, em 1922, na Semana de Arte Moderna.

“Como era bastante comum colocar um pouquinho de álcool em todo remédio caseiro, a fim de acelerar o efeito terapêutico, a cachaça era sempre usada. Até que, um dia, alguém resolveu tirar o alho e o mel. Depois, acrescentaram umas colheres de açúcar para adoçar a bebida. O gelo veio em seguida para espantar o calor”, descreve o documento da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ao declarar a caipirinha como patrimônio cultural, histórico e imaterial do Estado.

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