Cachorrinha, segundo o vereador, teria sido morta com extrema crueldade e violência. Enfermeira está afastada do Hospital Regional há seis meses por problemas de saúde. Foto: Cachorrinha Yorkshire morta pela tutora em Caraguatatuba.
O vereador Danster Fernandes (PV), de Caraguatatuba, no Litoral Norte Paulista, denunciou ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren), a técnica de enfermagem L.P.C., de 50 anos, acusada de matar com extrema crueldade sua cachorrinha Yorkshire, de nome Sara, na última terça-feira, dia 1 de abril, em Caraguatatuba.
Em seu oficio, encaminhado ao Coren, o vereador informa que L.P.C., exerce a profissão de enfermeira no Hospital Regional de Caraguatatuba e na Santa Casa de Ubatuba o que representa um risco iminente à vida de pacientes, considerando a natureza violenta e descontrolada de suas ações no caso em que foi acusada e presa pela morte da cachorrinha Yorkshire, que segundo consta, teria sido espancada pela tutora.
“A conduta da indiciada demonstra total desprezo pela vida e manifesta periculosidade, uma vez que, conforme seu próprio relato, optou por direcionar sua violência contra o animal para evitar agredir seu próprio filho, o que revela comportamento altamente preocupante e risco iminente à ordem pública”, relatou o vereador em sua denúncia.
“Diante da gravidade dos fatos narrados, solicito que o Coren tome as devidas providências para apurar a conduta da profissional e, se necessário, aplique as sanções cabíveis, incluindo a cassação de seu registro profissional”, reivindicou o vereador.
Procurado, o Hospital Regional de Caraguatatuba, um dos estabelecimentos de saúde que L.P.C. presta serviços de enfermagem, encaminhou uma nota ao Notícias das Praias, através da assessora de imprensa do Instituto Sócrates Guanaes, gestor do Hospital Regional do Litoral Norte. Confira a nota:
“A direção do Hospital Regional do Litoral Norte informa que a funcionária LPC encontra-se em licença médica. Reiteramos nosso compromisso com a integridade, a ética e o respeito, repudiando veementemente quaisquer atos que contrariem esses princípios”.
Relembre
A técnica de enfermagem, L.P.C., de 50 anos, foi presa na terça-feira, dia 1º de abril, no bairro do Porto Novo, região sul de Caraguatatuba, no Litoral Norte Paulista, acusada de matar sua cachorrinha, da raça Yorkshire. O filho dela, E.M, de 27 anos, acabou também sendo preso ao agredir os policiais para tentar impedir a detenção da mãe.
O caso de crueldade contra animal ocorreu no início da tarde, por volta das 15h50, no bairro do Porto Novo. A polícia militar foi acionada por populares para ir até o local onde uma cachorrinha da raça Yorkshire, chamada Sara, estava sem vida caída na calçada, após ser espancada pela sua tutora, L.P.C.
Quando a PM chegou, após ouviu o relato dos moradores, foi conversar com L.P.C., dona do animal, que permanecia ensanguentado e sem vida na calçada da residência. A mulher confessou que tinha agredido e matado a cachorrinha por que estava com raiva do filho, E.M, de 27 anos.
Quando a polícia militar solicitou a documentação dela para registrar o boletim de ocorrência, a mulher passou a agir de maneira agressiva, gritando pela presença do filho que estava na residência e se atirando ao chão.
O filho investiu contra os policiais militares, para tentar impedir a detenção da mãe, sendo necessário o uso do equipamento conhecido como Taser, de incapacitação intramuscular, um aparelho de choque, pelos policiais. Mãe e filho receberam voz de prisão e foram conduzidos até a delegacia da cidade. E.M., foi medicado na UPA Central, devido ao uso do taser.
Por volta das 18h50, a polícia civil acionou a Zoonoses para recolha do cachorro morto e a realização dos exames necroscópicos na Yorkshire, que apresentava muitos ferimentos na face e o focinho, aparentemente, quebrado. A mulher que teria confessado ter matado o seu cachorro, também, passou por exames médicos.
Na delegacia, L.P.C., de 50 anos, estava totalmente descontrolada, agressiva e agitada, aparentando ter ingerido bebidas alcóolicas ou drogas ilícitas, segundo consta no boletim de ocorrência. ” A conduta da indiciada demonstra total desprezo pela vida e manifesta periculosidade, uma vez que, conforme seu próprio relato, optou em direcionar a sua violência contra o animal para evitar agredir o próprio filho, o que revela comportamento altamente preocupante e risco eminente à ordem pública”, descreveu no BO, o delegado João Marcos Noman de Alencar.
A mulher foi indiciada no artigo 32 da Lei 9.605/98 (maus tratos a aninais com resultado morte), conforme foi apurado nos autos. Como o animal morreu, caso ela seja julgada e condenada, poderá pegar de dois a cinco anos de reclusão. O filho dela, E.M, de 27 anos, foi indiciado por resistência. O delegado decidiu converter a prisão em flagrante de L.P.C. em prisão preventiva.
A técnica de enfermagem acabou sendo liberada da prisão pela justiça na quarta-feira, dia 2, na audiência de custódia. A Justiça decidiu conceder liberdade provisória à técnica de enfermagem, mas L.P.C., está proibida de mudar de endereço e terá que se apresentar em juízo quando intimada.