Mulher é presa em Caraguatatuba acusada de matar sua cachorrinha da raça yorkshire

 

Uma mulher, L.P.C., de 50 anos foi presa nesta terça-feira, dia 1º de abril, no bairro do Porto Novo, região sul de Caraguatatuba, no Litoral Norte Paulista, acusada de matar uma cachorrinha da raça Yorkshire. O filho dela, E.M, de 27 anos, acabou também sendo preso ao agredir os policiais para tentar impedir a detenção da mãe.

 

O caso de crueldade contra animal ocorreu no início da tarde, por volta das 15h50,  no bairro do Porto Novo. A polícia militar foi acionada por populares para ir até o local onde uma cachorrinha da raça Yorkshire, chamada Sara, estava sem vida caída na calçada, após ser espancada pela sua tutora, L.P.C.

 

Quando a PM chegou, após ouviu o relato dos moradores, foi conversar com L.P.C., dona do animal, que permanecia ensanguentado e sem vida na calçada da residência. A mulher confessou que tinha agredido e matado a cachorrinha por que estava com raiva do filho, E.M, de 27 anos.

 

Quando a polícia militar solicitou a documentação dela para registrar o boletim de ocorrência, a mulher passou a agir de maneira agressiva, gritando pela presença do filho que estava na residência e se atirando ao chão.

 

O filho investiu contra os policiais militares, para tentar impedir a detenção da mãe, sendo necessário o uso do equipamento conhecido como Taser, de incapacitação intramuscular, um aparelho de choque, pelos policiais. Mãe e filho receberam voz de prisão e foram conduzidos até a delegacia da cidade. E.M., foi medicado na UPA Central, devido ao uso do taser.

 

Por volta das 18h50, a polícia civil acionou a Zoonoses para recolha do cachorro morto e a realização dos exames necroscópicos na Yorkshire, que apresentava muitos ferimentos na face e o focinho, aparentemente, quebrado.  A mulher que teria confessado ter matado o seu cachorro, também, passou por exames médicos.

 

Na delegacia, L.P.C., de 50 anos, estava totalmente descontrolada, agressiva e agitada, aparentando ter ingerido bebidas alcóolicas ou drogas ilícitas, segundo consta no boletim de ocorrência. ” A conduta da indiciada demonstra total desprezo pela vida e manifesta periculosidade, uma vez que, conforme seu próprio relato, optou em direcionar a sua violência contra o animal para evitar agredir o próprio filho, o que revela comportamento altamente preocupante  e risco eminente  à ordem pública”, descreveu no BO, o delegado João Marcos Noman de Alencar.

 

A mulher foi indiciada no artigo 32 da Lei 9.605/98 (maus tratos a aninais com resultado morte), conforme foi apurado nos autos. Como o animal morreu, caso ela seja julgada e condenada, poderá pegar de dois a cinco anos de reclusão.  O filho dela, E.M, de 27 anos, foi indiciado por resistência. O delegado decidiu converter a prisão em flagrante de L.P.C. em prisão preventiva.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *