O velejador paulista Beto Pandiani, de 64 anos, inicia em breve a sua oitava aventura marítima. Acompanhado pelo velejador Igor Bely, de 38 anos, irá realizar o projeto Rota Polar, que terá inicio no Alaska e terminará na Groelândia.
Durante a viagem, que deve durar cerca de quatro meses, Pandiani fará um documentário sobre o impacto ambiental na região e produzirá diários de bordo sobre o cotidiano da viagem. Pandiani é de São Paulo e frequentador de Ilhabela. Em 1994, fez a travessia entre Miami e Ilhabela, que durou 289 dias. Ele possui sete grandes expedições no currículo.
O novo roteiro parte de Nome, no Estreito de Bering no Alasca, em direção à Groenlândia, numa jornada de três mil milhas margeando a calota polar. A travessia será feita num catamaran de 24 pés, de carbono, um veleiro seminovo, mas em perfeitas condições.




Em sua página nas redes sociais, Beto Pandiani, relata como começou a velejar. Minha vida como velejador começou em 1982 quando juntamente com o Mauricio, um grande amigo de adolescência. Juntos, compramos um catamaran de praia da marca Hobiecat 16. Antes disso meu primeiro contato foi com um Hobiecat 14 do Lucas em Ubatuba, outro grande amigo. Isso aconteceu em 1975.
Quando subi pela primeira vez no HC 16 e senti a aceleração em cima das ondas do mar de Ilhabela, sabia pela primeira vez na vida o que eu queria. Queria viver em cima daquele barco, mas isso parecia um sonho distante ou mesmo um desejo impossível de realizar, pois como eu viveria de vento?
Mas as coisas foram acontecendo, e três meses depois eu estava na represa de Guarapiranga aqui em São Paulo iniciando minha carreira de velejador dentro das competições.
Na época, eu estudava na PUC, e era o barmen do restaurante Ritz nos Jardins. Praticamente todo o meu salário ia para as competições e assim comecei a viajar pelo Brasil e depois para a Europa e USA competindo.
Como comecei a velejar tarde, com 24 anos, eu tinha que competir contra velejadores muito melhores e mais experientes do que eu. Isto talvez tenha sido responsável pelo meu desenvolvimento rápido. Mas um dia li com mais atenção um pequeno escrito no verso da minha carteira da classe que dizia assim: “Seja curioso na vitória e humilde na vitória”. Esta frase foi o início de uma grande mudança na minha vida. Esta frase me inspirou no meu desenvolvimento como pessoa e como competidor.
Poucos anos depois, comecei a me arriscar nas raias de regata fora do Brasil, pois eu tinha curiosidade de saber como era o nível da classe Hobiecat no mundo.
Atualmente, Beto Pandiani possui sete grandes expedições no currículo. A oitava aventura deverá ser iniciada em breve.